Panorama da disputa pelo governo do Paraná em 2026
O Paraná terá oito candidatos registrados para a eleição que definirá o próximo governador do estado em 2026. O atual governador Ratinho Junior (PSD) não participa da corrida por ter cumprido o limite de dois mandatos consecutivos, deixando a disputa aberta para novos nomes. O cenário reúne perfis distintos, entre eles o senador Sergio Moro (PL), que disputa pela primeira vez um cargo executivo, e Requião Filho (PDT), que busca o posto que seu pai, Roberto Requião, ocupou por três mandatos. Sandro Alex (PSD) representa o grupo político ligado ao atual governo estadual, tentando continuar a gestão iniciada por Ratinho Junior.
Perfis e trajetórias dos candidatos ao governo
Requião Filho (PDT) é deputado estadual e atualmente terceiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Paraná. Advogado de formação, sua carreira política está vinculada à trajetória do pai, ex-prefeito de Curitiba, senador e governador do Paraná. Ele concorre pela primeira vez ao governo, deixando o Legislativo para enfrentar a disputa no Palácio Iguaçu. Sua campanha foca em críticas às privatizações promovidas pela atual gestão, defendendo a revisão de decisões em áreas como energia e educação.
Luiz França (Missão), com 32 anos, é advogado e natural de Cianorte. Esta é sua estreia em eleições para cargo público. Ele concorre pelo recém-criado Partido Missão e tem João Adolfo Padilha Yamane Wendpap como vice. Seu perfil representa uma nova opção sem histórico eleitoral no estado.
Samuel de Mattos (PSTU) tem 38 anos e atua como professor de ensino médio. Natural de Turvo (SC), ele também já trabalhou como carteiro. Militante sindical, Samuel disputa pela primeira vez o governo do Paraná, representando o PSTU em chapa própria, com Helena Figueiredo na vice.
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Sergio Moro e os demais candidatos
Sergio Moro (PL), senador eleito em 2022 com mais de 1,9 milhão de votos, é advogado formado pela Universidade Estadual de Maringá e ex-magistrado federal. Conquistou projeção nacional ao conduzir processos da Operação Lava Jato. Deixou a magistratura em 2018 para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Bolsonaro, cargo que ocupou até 2020. Agora, em 2026, Moro disputa pela primeira vez um cargo no Executivo estadual, desafiando o candidato apoiado pelo atual governo.
Adriano Funileiro (PCO), com 39 anos, tem formação em História e reside em Paranavaí. Vinculado ao Partido da Causa Operária, já concorreu a vereador em 2020 e ao governo do Paraná em 2022, quando recebeu 2.096 votos. Retorna à disputa pelo Palácio Iguaçu com José Carlos Telles como vice.
Alexandre Salomão (Mobiliza), advogado de 55 anos, declara patrimônio de R$ 27,7 milhões, o maior entre os concorrentes. Esta é sua primeira disputa eleitoral e também a estreia do Mobiliza no pleito para o governo do Paraná. Sua vice é Daiana Criminácio, e a chapa ressalta experiência nas áreas jurídica, institucional e comunitária.
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Sandro Alex e Tayná Miessa completam a lista
Sandro Alex (PSD), de 53 anos, deputado federal em seu quarto mandato, nasceu em Ponta Grossa e tem formação em Direito. Já atuou na Secretaria de Infraestrutura e Logística do governo Ratinho Junior e é irmão do deputado estadual Marcelo Rangel. Escolhido pelo grupo governista para a sucessão, Sandro conta com o apoio de uma coligação de nove partidos, incluindo PSD, PP, União Brasil, MDB e Republicanos. Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba, é seu candidato a vice.
Tayná Miessa (UP), de 31 anos, natural do Paraná, é produtora de espetáculos públicos e possui ensino médio completo. Candidata pela Unidade Popular, Tayná disputa pela primeira vez um cargo eletivo, tendo Willian Araki como candidato a vice. Sua candidatura foi oficializada em convenção realizada em Curitiba.
Além dos nomes apresentados, a disputa pelo governo do Paraná em 2026 promete movimentar o cenário político estadual, com impactos institucionais e administrativos que vão além das eleições. O próximo passo será acompanhar as articulações partidárias e as estratégias de campanha que definirão o rumo da sucessão no Palácio Iguaçu.

