Ratinho Junior Foca na Governança e Planeja Retorno ao Setor Privado
Na tarde desta segunda-feira (23), o governador do Paraná, Ratinho Junior, do PSD, anunciou que retirou seu nome da lista de pré-candidatos à Presidência da República. A decisão foi tomada após uma reflexão profunda com sua família, e ele confirmou que permanecerá à frente do governo do Estado até dezembro de 2026, descartando a possibilidade de concorrer nas eleições que se aproximam.
Citado em um comunicado oficial, Ratinho ressaltou que a decisão foi informada ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, na mesma data. No documento, o governador expressou sua intenção de continuar contribuindo para o desenvolvimento do Brasil por meio do seu papel no governo estadual, destacando a importância de romper com muitos desafios enfrentados pelo país.
“O governador do Paraná continuará à disposição do PSD para ajudar o Brasil a virar a página do atraso, criando perspectivas mais otimistas para os jovens. Ele defende a redução da burocracia e um endurecimento das leis criminais, colocando o agronegócio brasileiro como um dos principais trunfos na competição global entre nações”, afirma o comunicado.
Ratinho Junior reafirma o compromisso estabelecido com os paranaenses desde sua eleição em 2018 e acredita que não pode interromper o projeto que vem promovendo o crescimento econômico do Paraná. Ao final de seu mandato em dezembro, o governador planeja retornar ao setor privado, assumindo a presidência do Grupo de Comunicação criado por seu pai, o apresentador Ratinho.
PSD Deve Escolher Novo Candidato à Presidência
Com a decisão de Ratinho, o PSD enfrenta a tarefa de escolher um novo nome para a corrida presidencial. Entre as opções estão os governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. A escolha se torna necessária diante da ausência do governador paranaense no pleito, que era uma figura cogitada para a disputa.
Ratinho Junior, reeleito em 2022 com quase 70% dos votos, reafirmou sua intenção de pautar sua trajetória política ajudando o Brasil, defendendo um Estado mais eficiente e focado na educação como chave para melhorar a vida dos jovens. Ele também enfatiza a necessidade de diálogo e pacificação como fundamentos essenciais para um Estado Democrático de Direito.
Nas últimas semanas, o governador rejeitou um convite para ser vice de Flávio Bolsonaro, do PL, e observou a aproximação do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro com o senador Sergio Moro. Esse movimento trouxe instabilidade à aliança entre PSD e PL no Paraná, estabelecida em 2024, o que leva a crer que a decisão de Ratinho pode ter como objetivo restaurar essa parceria.
Impacto na Sucessão Governamental no Paraná
Ainda não há indícios claros sobre a quem Ratinho irá apoiar como seu sucessor. O governador observa com atenção a movimentação dos nomes de seu grupo, que estão migrando para outros partidos. A decisão de manter-se no cargo até dezembro aumenta sua capacidade de transferir apoio, assim como a de centenas de prefeitos que seguem sua liderança no Estado. Neste momento, o secretário das Cidades, Guto Silva, é o nome mais falado para suceder o governador.
Na semana anterior, uma mudança significativa ocorreu quando o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, deixou o PSD para se filiar ao MDB. Além disso, Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, sinalizou uma possível migração para o Republicanos, o que mostra um cenário em constante transformação dentro da política paranaense.

