Engajamento político em Londrina
Uma parte da Avenida Saul Elkind ficou interditada neste sábado para a realização de uma caminhada organizada por grupos pró-Lula em Londrina. Entre os participantes, a torcida organizada Gaviões da Fiel marcou presença por meio do movimento Democracia Corinthiana. Dos cerca de 180 integrantes da torcida em Londrina, 40 participaram ativamente da militância durante o ato.
Davi Amaral, de 27 anos, analista financeiro e um dos diretores da Gaviões Londrina, explicou que a torcida foi fundada em 1969, durante a Ditadura Militar, com o propósito de reivindicar direitos e denunciar as dificuldades enfrentadas pela população e pelo clube. “Acreditamos na justiça social”, afirmou.
Maior participação no segundo turno
Maycon Maldonado, gerente administrativo de 40 anos e também diretor da torcida organizada, avaliou que o segundo turno das eleições ampliou o engajamento da militância local. “O primeiro turno foi preocupante para nós, mas o segundo é outra eleição. Em Londrina, onde há predominância de grupos de extrema-direita, as pessoas começaram a expressar os motivos de apoiar Lula e os benefícios esperados para a sociedade”, disse.
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Defesa das políticas sociais e diversidade de participantes
Durante o percurso, manifestantes exibiam cartazes criticando o candidato opositor Flávio Bolsonaro (PL) e demonstravam preocupação com possíveis cortes em programas sociais como Bolsa Família e o Sistema Único de Saúde (SUS). A ex-ministra Márcia Lopes participou da caminhada e anunciou sua presença em uma transmissão ao vivo com o deputado André Janones (Rede), coordenador do canal “Exército do Lula”.
A mobilização reuniu pessoas de diferentes faixas etárias. A pensionista Iraci Costa, 72 anos, destacou a importância do voto e sua experiência como eleitora fiel. “Esta será a última eleição do Lula. Moro aqui e vim apoiar. Voto no Lula há muito tempo. Se outro candidato vencer, estaremos prejudicados. Ele pode entregar nosso país para interesses externos. Não sou obrigada a votar, mas faço questão porque tenho direito de reclamar”, afirmou.
Estudantes também reforçaram discursos em defesa de pautas identitárias, educacionais e de assistência à população periférica. “Estou aqui para lutar pelos meus direitos e pelos direitos dos outros. Direito à vida, à educação, à liberdade de amar quem queremos. Não vamos nos esconder. Este ato reúne jovens, idosos e crianças para mostrar que essa luta é coletiva”, disse a estudante Isabela Silva Macedo. Alana Cristina Paes complementou: “Luto pela liberdade e pelas pessoas da periferia que realmente precisam do governo Lula”.
Clima e segurança durante a manifestação
No decorrer da caminhada, veículos equipados com caixas de som passaram pela avenida, o que gerou vaias dos militantes de esquerda. Apesar da tensão, o ato seguiu sem registros de confrontos físicos, mantendo a ordem até o encerramento.

