PT do Paraná reforça ofensiva judicial contra Deltan Dallagnol
O PT do Paraná publicou no Instagram uma mensagem direta ao senador eleito Deltan Dallagnol (Novo), afirmando “Deltan, você é o próximo”. A postagem, fixada no perfil oficial, acompanha a legenda: “Tá no nosso radar. Aguardem…”, reforçando a continuidade da contestação jurídica contra o político.
Pedido de nulidade da candidatura segue em tramitação
Segundo nota oficial do PT Paraná, o partido busca dar seguimento ao pedido de nulidade da candidatura de Dallagnol junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação foi suspensa logo após o término do primeiro turno, mas a equipe jurídica do partido demonstra confiança na análise do mérito pelo pleno do tribunal ainda neste ano. Caso a inelegibilidade seja confirmada, Dallagnol poderá ter seu mandato comprometido.
O advogado Luiz Eduardo Peccinin, representante do PT-PR, destacou que o partido cobrará celeridade na decisão, que ainda não tem data marcada para julgamento. “Deltan se candidatou sabendo que era ficha suja e foi eleito mesmo com a cassação pelo tribunal. Por isso, não possui condições de ser diplomado. Não permitiremos que esse golpe anunciado tenha sucesso. A justiça será feita”, afirmou.
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Resposta de Dallagnol e contexto do processo judicial
Em resposta à publicação do PT, Dallagnol utilizou seu perfil pessoal para criticar a abordagem do partido. Ele apontou que, menos de 24 horas após a eleição, já sofre ameaças, enquanto membros da esquerda pedem medidas contra outros políticos da direita, como Flávio Bolsonaro.
O caso envolvendo Dallagnol tem sido alvo de disputas judiciais desde antes das eleições. A Federação Brasil da Esperança do Paraná, que reúne PT, PCdoB e PV, junto com a coligação “Paraná para Todos”, alegam que o senador eleito não poderia concorrer devido à cassação de seu mandato como deputado em 2023. A defesa de Dallagnol argumenta que a cassação se restringe a pleitos anteriores e não interfere nas eleições atuais.
Próximos passos no Tribunal Superior Eleitoral
O processo está pendente de julgamento pelo TSE para definir se Dallagnol poderá assumir o mandato no Congresso Nacional. Inicialmente incluído na pauta após o primeiro turno, o recurso foi retirado para análise futura. As sessões que antecederam o segundo turno não contemplaram a discussão sobre o recurso contra o deferimento da candidatura no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
A expectativa é que o caso seja julgado entre o final de outubro e dezembro, antes da diplomação oficial dos eleitos, prevista para 18 de dezembro. Caso o registro de Dallagnol seja cassado, uma eleição suplementar será convocada para preencher a segunda cadeira do Senado pelo Paraná. A primeira cadeira será ocupada por Filipe Barros (PL), o candidato mais votado no estado.

