PT do Paraná provoca Deltan Dallagnol após eleição
O diretório do PT no Paraná publicou uma provocação após a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas. A mensagem dizia que o senador Deltan Dallagnol (Novo), recém-eleito para o Senado pelo estado, seria “o próximo” alvo do partido. A provocação foi feita no perfil oficial do PT no Instagram, onde constava a frase “Deltan, você é o próximo”, exibida em português e inglês, acompanhada da legenda “Está no nosso radar, aguardem”.
A publicação também reforçava o lema “pessoal, urgente”, usado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores no canal de WhatsApp Exército do Lula. Este canal foi considerado estratégico pela campanha petista para a virada contra Flávio Bolsonaro, que obteve cerca de 4 milhões de votos a menos que o presidente reeleito.
Deltan rebate e acusa PT de ameaças e perseguição
Em resposta à provocação, Deltan Dallagnol usou sua conta no X para afirmar que, em menos de 24 horas após a eleição, o PT já ameaçava os 3 milhões de votos que o Paraná lhe confiou. O senador também destacou que, simultaneamente, parlamentares de esquerda pediam a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro e prometiam perseguir outras lideranças da direita.
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“Esse é o ‘governo do amor’: ódio, vingança e perseguição contra quem ousa enfrentar o sistema”, declarou Deltan, denunciando o que considera uma retaliação política. A situação ganhou ainda mais atenção depois que Flávio foi intimado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seu passaporte, prazo que não foi cumprido. Informações apontam que Flávio estaria a caminho dos Estados Unidos.
Contexto jurídico da candidatura de Deltan
Deltan Dallagnol foi eleito senador pelo Paraná no início do mês, integrando a chapa do senador Sergio Moro (PL-PR), eleito governador do estado. Porém, sua candidatura enfrenta uma ação judicial que pede o indeferimento do registro. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) negou o pedido por quatro votos a três, entendendo que a cassação do mandato de Deltan na Câmara dos Deputados em 2023 não impede sua eleição para o Senado.
Na Câmara, Deltan perdeu o mandato em decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que constatou que ele havia pedido exoneração do Ministério Público Federal (MPF) em 2021 para evitar uma possível punição administrativa. Após a decisão do TRE-PR, chapas adversárias recorreram ao TSE, que inicialmente determinou o indeferimento da candidatura na véspera do primeiro turno, por meio do relator Floriano de Azevedo Marques.
O presidente do TSE, Nunes Marques, suspendeu essa decisão no domingo, restabelecendo provisoriamente o registro de Deltan e ordenando que os votos fossem contabilizados até o colegiado emitir um posicionamento definitivo. O julgamento do caso estava previsto para o dia 8 de outubro, mas foi adiado sem nova data marcada.

