Movimentação financeira nas campanhas eleitorais do Paraná
As eleições de 2026 no Paraná já registram movimentação financeira significativa. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos políticos e candidatos informaram até ontem a contratação de despesas que somam quase R$ 184 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 89 milhões já foram pagos aos prestadores de serviços envolvidos nas campanhas.
Essas informações revelam o vulto dos recursos mobilizados para o processo eleitoral, que ultrapassa os valores gastos até o momento. Até aqui, os partidos e candidatos arrecadaram R$ 290,6 milhões para financiar suas campanhas. A maior parte desses valores, cerca de 84%, corresponde a recursos públicos, oriundos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
Origem dos recursos e despesas contratadas
Os recursos privados representam 16% do total arrecadado, equivalendo a R$ 46,6 milhões, provenientes de doações de pessoas físicas e de investimentos próprios dos candidatos. No que diz respeito às despesas contratadas, o montante registrado chega a R$ 91,8 milhões, valor bruto que contempla todos os gastos registrados pelos prestadores de contas.
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Entretanto, o montante já pago não ultrapassa a metade desses valores, totalizando cerca de R$ 89 milhões. A maior parte desse pagamento foi feita com recursos públicos, que representam 86,6% do total desembolsado, enquanto os recursos privados foram responsáveis por 13,4% dos pagamentos.
Doações e investimentos pessoais dos candidatos
Dentre os recursos privados, R$ 27,8 milhões são oriundos de doações de pessoas físicas. Os maiores doadores até o momento incluem Odacir Antonelli, que contribuiu com R$ 1,35 milhão, Luciano Ramos Volk com R$ 1 milhão, Francisco Soares Rorato e Terezinha Soares Rorato com R$ 650 mil cada, e Luis Felipe Cunha, que doou R$ 500 mil.
Além das doações, os candidatos também aplicaram recursos próprios em suas campanhas, totalizando R$ 4,49 milhões. O candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) lidera os investimentos pessoais, com R$ 430 mil aplicados. Newton Bonin, candidato a deputado federal pelo Republicanos, investiu R$ 317,5 mil. Bonin já teve experiência parlamentar, assumindo mandato temporário em 2024 após a saída de Geraldo Mendes para concorrer à prefeitura de São José dos Pinhais.
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Entre os candidatos que buscam reeleição, Tião Medeiros (PP) já investiu R$ 150 mil na campanha para a Câmara dos Deputados. Romanelli e Traiano, ambos do PSD e concorrendo à Assembleia Legislativa, investiram respectivamente R$ 127 mil e R$ 120 mil do próprio bolso.
Principais categorias de gastos nas campanhas
Analisando as despesas já pagas, o TSE destaca que os principais custos estão relacionados à publicidade, com R$ 15,3 milhões destinados a materiais impressos e R$ 14,25 milhões para impulsionamento de conteúdos em redes sociais. Outros gastos relevantes compreendem despesas com pessoal (R$ 10,3 milhões), serviços terceirizados (R$ 8 milhões), produção de programas em rádio, televisão e vídeo (R$ 7,65 milhões) e atividades de militância e mobilização nas ruas (R$ 5,5 milhões).
O maior fornecedor das campanhas até o momento é o Facebook Serviços Online do Brasil Ltda., que faturou R$ 11,55 milhões, superando significativamente outras empresas que também atuam no processo eleitoral.

