Direita consolida avanços no mapa político estadual
SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – A eleição estadual deste domingo (25) redesenhou o mapa político do Brasil, mantendo a força da direita, especialmente pelo avanço de partidos do centrão, como PL, PP e Republicanos. O PL se destacou ao se tornar a legenda com maior número de governadores, com seis estados sob seu comando, ampliando sua presença além do Rio de Janeiro e Santa Catarina, que já governava há quatro anos.
Além desses estados, o PL conquistou o Rio Grande do Sul, Paraná, Rondônia e Roraima, todos eleitos no primeiro turno. No segundo turno, a candidata Maria do Carmo Seffair (PL) perdeu a disputa no Amazonas para o senador Omar Aziz (PSD). O resultado evidencia a crescente influência do PL, partido vinculado ao presidente Bolsonaro (PL), que ampliou sua base de governos estaduais.
Partidos próximos ao bolsonarismo ampliam poder
Republicanos e PP, que orbitam em torno do bolsonarismo, mas ficaram fora da chapa de Flávio Bolsonaro (PL), dobraram o número de governadores eleitos, assumindo quatro estados cada a partir de 2027. O Republicanos formou um cinturão no Sudeste, elegendo Tarcísio de Freitas (São Paulo), Cleitinho (Minas Gerais) e Lorenzo Pazolini (Espírito Santo), além de governar Mato Grosso, no Centro-Oeste.
O PP viu sua base crescer principalmente com governadores que assumiram os cargos como vices após renúncias no início do ano e foram reeleitos neste segundo turno. Destacam-se as governadoras Celina Leão (Distrito Federal) e Mailza Assis (Acre). Na primeira fase, o partido já havia eleito Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul) e Lucas Ribeiro (Paraíba), sendo que este último se alinhou ao presidente Lula (PT) na eleição presidencial.
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Fonte: rjnoar.com.br
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Fonte: amapainforma.com.br
PT mantém hegemonia no Nordeste com quatro governos
O PT repetiu o desempenho de 2022, mantendo quatro governos estaduais concentrados no Nordeste. Foram reeleitos Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará) e Rafael Fonteles (Piauí) no primeiro turno, e conquistaram o Rio Grande do Norte neste domingo. O petista Cadu de Lula, ex-secretário da Fazenda da governadora Fátima Bezerra (PT), venceu por margem estreita o ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), consolidando a hegemonia do partido no estado, que deve durar até 2030.
No Distrito Federal, o PT disputou o segundo turno, mas o candidato Leandro Grass foi derrotado pela governadora Celina Leão (PP). Outras legendas de esquerda, como PSB, PDT, PV, PSOL e Rede, não elegeram nenhum governador, com o PSB ficando sem nenhuma gestão estadual pela primeira vez desde 1990. Assim, o PT se torna a única sigla de esquerda com governadores neste século.
PSD cresce e redefine eixo geográfico e ideológico
O PSD, com cinco governadores eleitos, consolida-se como principal força de centro, mas com mudança de eixo territorial e posicionamento político. Apesar de ter disputado a eleição presidencial com Ronaldo Caiado, político alinhado à direita, os governadores do partido ficaram divididos entre neutralidade e apoio a Lula (PT).
O partido elegeu governadores em Pernambuco, Maranhão, Sergipe, Amapá e Amazonas, concentrando sua força no Norte e Nordeste, diferente da eleição anterior, quando governava estados do Sul. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, viu o partido crescer por migrações internas, chegando a cinco governos desde o início do ano.
Partidos tradicionais perdem espaço nas eleições estaduais
O MDB, que já controlou sete estados em 2014, reduziu sua representação a um governo, com Daniel Vilela eleito em Goiás. Quatro anos atrás, o partido tinha governos em Alagoas e Pará, mas os clãs Barbalho e Calheiros perderam força nas disputas recentes. No segundo turno, o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), foi derrotado pelo candidato do Republicanos, Lorenzo Pazolini.
O União Brasil, que elegeu quatro governadores em 2022, não conquistou nenhum neste pleito. Perdeu no segundo turno em Tocantins e Rio Grande do Norte, além de derrotas no primeiro turno em outros estados. O PSDB, que perdeu os três governadores eleitos em 2022, surpreendeu ao eleger JHC (Alagoas) e Vicentinho Júnior (Tocantins), mas ainda está distante do desempenho histórico do partido.
O Podemos elegeu seu primeiro governador, Dr. Daniel, no Pará, representando uma novidade na composição política estadual.

