Investimento robusto em São José dos Pinhais
A Horse Powertrain deu um passo importante ao inaugurar, na última terça-feira (20), uma linha de fundição de alumínio por gravidade em sua fábrica localizada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O aporte de R$ 200 milhões amplia significativamente a capacidade produtiva da unidade, que agora pode fabricar até 210 mil cabeçotes para motores 1.0 e 1.3 anualmente. A expectativa é que a conquista de novos contratos estimule o crescimento da equipe e da produção no Paraná.
Paraná como polo tecnológico e produtivo
O estado foi escolhido para essa nova tecnologia devido à experiência acumulada na fabricação de componentes de motores, à especialização em tecnologia Flex Fuel e à estrutura de desenvolvimento instalada no país. Com 26 anos de operação no Paraná, a fábrica está próxima de completar 27 anos em 4 de dezembro, conforme destaca Cleverson Rabito, diretor de operações da Horse Powertrain no Brasil. Rabito reforça que, com novos projetos, a empresa está preparada para ampliar sua participação no mercado local, expandindo time e produção.
Estratégia global com foco regional
Matias Giannini, CEO global da Horse Powertrain, ressalta que o centro de desenvolvimento Flex Fuel no Brasil é referência para as operações globais da empresa. A estratégia da companhia considera as particularidades regionais, desenvolvendo tecnologias alinhadas às demandas específicas de cada mercado. Segundo Giannini, as necessidades tecnológicas do Brasil diferem das da Europa, Estados Unidos ou China, o que reforça a importância da produção local e adaptada.
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Produção e inovação na linha de motores
A nova linha produz componentes para os motores turbo flex Horse H10, de 1,0 litro, e Horse H13, de 1,3 litro, destinados ao mercado brasileiro e latino-americano. Este investimento de R$ 200 milhões soma-se aos R$ 100 milhões aplicados anteriormente na fabricação do motor H13. Os motores Horse já equipam modelos da Renault, como Kardian, Kwid e Boreal. Atualmente, a fábrica reúne três tecnologias de fundição de alumínio: alta pressão, baixa pressão e gravidade, sendo as duas primeiras implementadas desde 2018.
Desenvolvimento tecnológico e impacto local
Parte do desenvolvimento das máquinas da nova linha ocorreu no Brasil, com a colaboração de profissionais da empresa em diferentes países e parcerias com universidades. Essa transferência de tecnologia não apenas viabilizou a aquisição dos equipamentos, mas também fortaleceu a capacidade tecnológica da região e do país. Rabito destaca o potencial de colaboração com instituições de ensino técnico e universitário para formar profissionais capacitados, ampliando o impacto econômico local.
Adaptação à indústria automotiva global
O CEO global da Horse observa que a produção local é estratégica diante das mudanças na indústria automotiva, influenciadas por questões geopolíticas, tarifas e impostos. Ele destaca um movimento de “desglobalização”, em que ganha quem consegue produzir a tecnologia adequada às necessidades regionais. A empresa conta com 18 fábricas e cinco centros de desenvolvimento no mundo, incluindo a unidade em São José dos Pinhais.
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Compromisso com sustentabilidade e eficiência
A nova linha de fundição utiliza 98% de alumínio reciclado e fontes de energia renovável, além de possuir certificação de aterro zero. Processos integrados com inteligência artificial elevam a qualidade e eficiência, reduzindo a emissão de CO₂ em cerca de 35% em comparação com métodos tradicionais. Essa tecnologia não só amplia a capacidade produtiva, como também posiciona a empresa para disputar novos projetos no mercado automotivo.
Flex Fuel e descarbonização na estratégia da empresa
Matias Giannini ressalta o papel da tecnologia Flex Fuel na estratégia de descarbonização da Horse Powertrain. Ele afirma que um motor híbrido de alta performance com Flex Fuel pode ser, em muitos casos, mais eficiente e menos poluente que um veículo elétrico, dependendo da matriz energética utilizada para recarregar a bateria. Essa perspectiva reforça a importância do desenvolvimento tecnológico local e adaptado às realidades brasileiras e regionais.

