Festival de Dança abre com espetáculo gratuito no Teatro Ouro Verde
Entre os dias 23 e 31 de outubro, o Festival de Dança de Londrina 2026 convida o público a vivenciar novas formas de expressão e reflexão por meio da dança. Com nove dias de programação intensa, o evento ocupa diferentes espaços culturais da cidade, incluindo o emblemático Teatro Ouro Verde, em Goiânia (GO), palco da cerimônia de abertura na sexta-feira, dia 23, às 20 horas.
Organizado pela APD – Associação dos Profissionais de Dança de Londrina e Região Norte do Paraná, o festival conta com o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de Londrina e apoio da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina. Também integra um projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, vinculada ao Ministério da Cultura.
Espetáculos e oficinas movimentam a cena da dança
A abertura reserva ao público a apresentação gratuita do Ballet de Londrina, com o espetáculo “A vida é um dia”, inspirado no poema homônimo de Renato Forin Jr., que também assina a direção artística. A coreografia é assinada por Alex Soares, premiado profissional da área. A montagem narra a trajetória de uma senhora quase centenária em um leito de UTI durante a pandemia da covid-19, atravessando memórias que vão desde a vanguarda artística até a colonização de Londrina, com música ao vivo da Orquestra Bravi.
No sábado, dia 24, o Teatro Ouro Verde recebe “Fica Comigo”, espetáculo para crianças da trupe Ateliê do Gesto, de Goiânia (GO). Utilizando 150 caixas de papelão, a peça conta a história de um Guardador de Memórias que revive sua trajetória com a ajuda de bonecos animados. O palco é propositalmente nu para retratar o sótão onde se guardam recordações e experiências.
Programação diversificada para adultos e crianças
Na Usina Cultural, no domingo à noite, Edna Aguiar apresenta “Brasiliana”, um solo que retrata as histórias de uma família marcada pela perda territorial causada pelo avanço do progresso. A peça, indicada para maiores de 18 anos, explora memórias femininas silenciadas.
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A partir de segunda-feira, o festival recebe a companhia belga Dame de Pic/Cie Karine Ponties, em sua primeira apresentação no Brasil. O espetáculo “Soute à bagages”, no Teatro Ouro Verde às 20 horas, investiga o corpo em deslocamento, com coreografia de Karine Ponties e interpretação do bailarino Maxime Cozic.
Atividades culturais com destaque para a cultura popular maranhense
O dia 27 traz uma oficina gratuita com Ana Maria Carvalho, mestra da cultura popular do Maranhão, no Museu de Arte de Londrina, das 15h às 17h. À noite, o Teatro Ouro Verde recebe “Dança Londrina Clássicos”, com suítes de “O Quebra-Nozes” e “Dom Quixote” interpretadas por bailarinos locais que vêm ganhando destaque nacional e internacional.
Na quarta-feira, 28, Ana Maria Carvalho retorna com o show “Bordados de Música” na Concha Acústica, às 18h30, apresentando um repertório autoral e clássicos da MPB maranhense, em uma celebração das tradições musicais do Maranhão.
Espetáculos que destacam questões ambientais e históricas
Quinta-feira, 29, a Quasar Cia de Dança, de Goiânia, apresenta “Menos da metade” no Teatro Ouro Verde, às 20 horas. A peça aborda a devastação do Cerrado brasileiro, que já perdeu mais da metade de sua vegetação nativa, trazendo uma reflexão ambiental a partir da perspectiva do Centro-Oeste.
Sexta-feira, 30, a montagem “Do cavalo nada sabemos”, dirigida por Denise Stoklos e Alessandra Maestrini, coloca em cena João Paulo Lorenzon interpretando o episódio da vida do filósofo Friedrich Nietzsche que testemunhou a violência contra um cavalo, gesto que marca seu colapso mental. A peça explora a tensão entre impulso e consciência diante da brutalidade.
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Conferência e encerramento com arte e filosofia
No sábado pela manhã, o crítico e professor Henrique Rochelle, de São Paulo-SP, ministra a conferência “Dançar para contar outras histórias” no hall do Teatro Ouro Verde, com entrada gratuita. O evento terá mediação do curador Renato Forin Jr. e promove um bate-papo sobre a programação do festival, que também será acompanhada pelo site Outra Dança.
À noite, a filósofa, poeta e psicanalista Viviane Mosé fecha a edição do festival com o espetáculo “Um sim à vida”, que entrelaça seus livros “A espécie que sabe – do homo sapiens à crise da razão” e “Meu braço esquerdo: Um sim à vida”. A montagem combina teatro, filosofia, poesia e dança para provocar uma reflexão sobre a condição humana, sua fragilidade e potência.
Os ingressos para todas as atrações estão disponíveis no Sympla, com valores de R$ 30 e R$ 15 para meia-entrada mediante comprovação. As apresentações gratuitas também exigem retirada antecipada pelo mesmo site, limitadas a três ingressos por CPF, com uma parte reservada para retirada no local.
O Festival de Dança de Londrina 2026 se consolida como uma importante vitrine da dança regional, nacional e internacional, proporcionando à comunidade cultural de Londrina e Goiânia (GO) uma oportunidade rica de contato com diferentes estilos, histórias e questões contemporâneas. A programação completa destaca a diversidade das linguagens da dança e o diálogo com outras expressões artísticas, ampliando o alcance e a circulação da cultura na região.

