Festival Internacional de Música de Londrina reafirma seu compromisso social
Com quase 50 anos de história entrelaçada ao cenário cultural brasileiro, o Festival Internacional de Música de Londrina (FIML) se prepara para sua 46ª edição com uma proposta que vai além da música: promover a inclusão e a transformação social. A diretora pedagógica e geral do evento, Magali Kleber, e o diretor artístico Eduardo Assad Sahão, apresentaram em coletiva na AML Cultural os principais eixos que nortearão o festival em 2026, marcado por uma robusta programação de cursos, oficinas, residências artísticas e apresentações que acontecerão em vários palcos de Londrina e cidades da Região Metropolitana.
Parcerias estratégicas e programação diversificada
Este ano, o festival reforça suas bases institucionais com parcerias importantes, como o Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), leis de incentivo e o retorno ativo da Universidade Estadual de Londrina (UEL) como promotora do evento. O Perobal, Rádio UEL e TV UEL garantem ampla cobertura até o encerramento, previsto para 19 de julho. As atividades começam oficialmente na sexta-feira (10), às 20h, com a abertura no Cine Teatro Ouro Verde, que receberá a Banda Mantiqueira, uma big band instrumental brasileira de renome fundada em 1991 pelo saxofonista e clarinetista Nailor Proveta. No sábado, no mesmo local, a cantora Tiê apresenta o show “Esgotada” às 20h30. A programação completa está disponível no site do festival.
Formação musical com foco em cidadania e inclusão
O coração do FIML é sua frente pedagógica, que se destaca não apenas pela técnica, mas pela ênfase no desenvolvimento da cidadania e na inclusão social. Magali Kleber ressalta que o festival vai além das aulas tradicionais: “É uma formação que mexe com o eixo da cidadania. Não é só dar aula, é muito mais. Nós estabelecemos elos e redes com projetos sociais de música por todo o país.” São 47 cursos oferecidos por 42 professores brasileiros e estrangeiros, além de oficinas, residências artístico-pedagógicas e dezenas de apresentações nos Palcos Pedagógicos espalhados por Londrina e região. A diversidade do público atendido é ampla, abrangendo participantes dos 8 aos 80 anos ou mais, e o corpo docente é cuidadosamente selecionado para acolher desde iniciantes até músicos amadores mais experientes.
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Intercâmbio internacional e espetáculo de encerramento
O festival recebe maestros internacionais como Cláudia Riello, do Uruguai; Yuli Gaitan, da Colômbia; Massimiliano Carraro, da Itália; e a orquestra juvenil GTiYO, dos Estados Unidos, sob regência do maestro chinês Yang Kun Song. Essa diversidade cultural enriquece ainda mais o evento. O ponto alto da programação será o Concerto de Encerramento no domingo, 19 de julho, com a Orquestra Brasileira de Projetos Sociais, formada por 59 bolsistas de diversos estados brasileiros, que subirão ao palco do Cine Teatro Ouro Verde para uma apresentação que simboliza o impacto social do festival.
Pluralidade artística e valorização da cena local
Durante toda a semana, a música ocupará espaços públicos, bares, restaurantes e salas de espetáculo, promovendo uma descentralização cultural. Eduardo Assad Sahão destaca que a curadoria privilegia a pluralidade estética e a diversidade cultural do Brasil, com especial atenção para a gratuidade dos eventos, garantindo o acesso de toda a população. O público poderá conferir concertos de alto nível, como o da Orquestra Sinfônica do Paraná e da cantora Mônica Salmaso, acompanhada pelo pianista André Mehmari em interpretações de Milton Nascimento. O festival também presta homenagem ao centenário do compositor, maestro e multi-instrumentista Moacir Santos e contempla estilos variados como coros, ópera, big bands, harmonia contemporânea, bandas de garagem, além de música erudita e popular para todas as idades.
Incentivo à cultura regional e efervescência criativa
O FIML valoriza a produção musical local por meio do circuito “Pé Vermelho”, que serve como uma vitrine para artistas da região. Combinando cursos, residências avançadas como a de Jazz e shows noturnos, o festival se configura como um verdadeiro centro de criatividade vibrante na cidade, que vê na cultura um dever social e um direito fundamental. Para Eduardo Assad Sahão, “a música é uma manifestação cultural e um veículo de transformação social. É a arte da esperança.”

