Entendendo a Queda de Cabelo
A queda de cabelo é uma preocupação comum que leva muitas pessoas aos consultórios dermatológicos, acompanhada frequentemente pela mesma dúvida: ‘Estou com deficiência de alguma vitamina?’. Embora a falta de nutrientes possa impactar a saúde dos fios, a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Paraná (SBD-PR) alerta que esse problema é multifatorial. O uso indiscriminado de suplementos pode não apenas ser ineficaz, mas também perigoso.
A dermatologista Lauren Morais, presidente da SBD-PR, destaca que a crença de que toda queda de cabelo é causada por deficiência de vitaminas é um mito que pode atrasar diagnósticos corretos. “A ausência de vitaminas, proteínas e minerais pode sim enfraquecer os fios, mas existem causas mais frequentes como a alopecia androgenética, alterações hormonais, estresse pós-parto, inflamações e até uso de medicamentos”, explica a especialista.
Dados Relevantes sobre Alopecia
Segundo levantamento da SBD, a alopecia androgenética, embora mais prevalente nos homens – com cerca de 80% deles apresentando a condição após os 80 anos –, também pode afetar mulheres. Nos homens, a perda de cabelo geralmente se concentra no topo da cabeça, enquanto, nas mulheres, apresenta-se de forma mais difusa. Mesmo que a queda em mulheres seja menos aparente, ela pode gerar considerável desconforto emocional.
Tratamento Personalizado é Essencial
Lauren Morais faz um alerta sobre o uso excessivo de algumas substâncias, como a vitamina A e o selênio, que podem, de fato, agravar a queda de cabelo. “Focar apenas na reposição de vitaminas pode levar o paciente a ignorar condições subjacentes como anemia ou doenças da tireoide”, acrescenta.
O tratamento deve ser individualizado. A medicação oral é geralmente a primeira linha de defesa contra a alopecia androgenética, sendo considerada a mais segura e eficaz a longo prazo. Em situações mais severas, o transplante capilar pode ser uma alternativa estética viável, proporcionando a recuperação da densidade capilar e melhorando a aparência do couro cabeludo. Contudo, tudo depende da causa identificada pelo médico especialista, enfatiza Lauren.
Evite Receitas Milagrosas
Em um mundo repleto de dicas e receitas caseiras disponíveis na internet, é crucial ter cautela para não ser seduzido por promessas de soluções rápidas e milagrosas sem embasamento científico. A orientação médica é fundamental, e a automedicação deve ser evitada.
“O médico dermatologista tem a responsabilidade de cuidar da saúde da pele, unhas e cabelos. Infelizmente, muitas pessoas confundem a atuação do dermatologista e buscam profissionais não qualificados para tratar do couro cabeludo. O especialista considerará a história clínica do paciente e realizará um exame minucioso para oferecer a melhor orientação e tratamento”, conclui Lauren.

