Uma Trajetória de Luta e Resistência
Na última quinta-feira (26), Mossoró perdeu um de seus ícones políticos, Luiz Alves Neto, conhecido como “O Velho”. Alves, 85 anos, foi um dos fundadores do movimento comunista e de diversas organizações de esquerda na cidade e na região. O falecimento ocorreu enquanto ele lutava contra complicações relacionadas à diabetes, incluindo problemas cardíacos e renais, conforme relatou o boletim médico que confirmou sua morte por ‘choque cardiogênico em consequência de insuficiência cardíaca e estenose aórtica.’
Luiz Alves nasceu em Areia Branca, no dia 17 de novembro de 1940, em uma família humilde, onde seu pai trabalhava nas salinas. Desde jovem, foi exposto à dura realidade do trabalho sob severa vigilância, o que moldou suas convicções políticas. Ao se mudar para Mossoró, Luiz estudou na Escola União-Caixeiral e já se envolveu ativamente no movimento estudantil, onde começou a formar sua base militante. Após concluir o segundo grau, ele logrou passar no concurso do Banco do Brasil, o que lhe permitiu aprofundar sua atuação em movimentos sociais e sindicais, tornando-se um dos fundadores da Oposição Bancária no início dos anos 80.
Ao longo de sua vida, Luiz também trabalhou em diversas redações de jornais na cidade, sempre alinhando sua carreira com a luta por justiça e igualdade social. Ele se destacou como um dos principais militantes do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), enfrentando a repressão da ditadura militar nos anos 60. Essa luta teve um custo muito alto para Luiz, que sofreu a perda de sua companheira, Anatália de Melo Alves, também militante e professora, assassinada pelo regime militar.

