Ação Policial e Fraudes em Certames Públicos
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) desencadeou, na tarde desta segunda-feira (23), uma operação que resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão. O objetivo é desmantelar um esquema de fraudes em processos seletivos de interesse público. As ordens judiciais foram executadas em cidades como Londrina, Tapejara e Maringá, no Noroeste do estado, além de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
A investigação teve início após a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) detectar indícios de irregularidades na avaliação conhecida como “Prova Paraná Mais 2025”. Os resultados desta prova são fundamentais para a classificação de candidatos em instituições públicas de ensino superior, por meio do programa Aprova Paraná Universidades.
Segundo a PCPR, sete estudantes foram identificados como tendo obtido aprovação de maneira irregular em cursos de alta concorrência. Entre os investigados, cinco conseguiram ingressar em cursos de Medicina nas universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM) e Ponta Grossa (UEPG).
Esquema Envolvendo Estudantes e Facilitadores
O esquema fraudulento envolveu alunos de uma escola estadual localizada em Tapejara. Além dos estudantes, a ação também investiga a fiscal responsável pela aplicação da prova na sala. Ela é suspeita de ter facilitado a fraude ou de ter se omitido durante a realização do exame, o que levanta questões sobre a integridade do processo seletivo.
O programa de ingresso reserva 20% das vagas nas universidades estaduais para alunos das 3ª e 4ª séries do Ensino Médio que participam da Prova, desde que não zerem a nota na redação. Esses alunos têm a oportunidade de se candidatar a até duas opções de cursos nas instituições participantes, o que torna a transparência do processo ainda mais crucial.
A operação da PCPR destaca a importância de coibir fraudes em certames públicos, especialmente em um momento em que a concorrência por vagas em cursos como Medicina é extremamente acirrada. A expectativa é que as investigações tragam à luz mais detalhes sobre o esquema e que medidas sejam tomadas para prevenir novos casos de irregularidades nos processos seletivos.
Com informações da PCPR. (Em atualização)

