Preservação inovadora com tecnologia digital
O norte do Paraná abriga inúmeras construções religiosas que ainda não foram totalmente catalogadas. Essas igrejas, muitas feitas em madeira, enfrentam sérios riscos de desaparecimento. Algumas delas, curiosamente, foram construídas durante a corrida espacial e possuem formatos que lembram foguetes.
Para garantir a conservação desse patrimônio, a arquiteta e pesquisadora Bianca Amorim Sena Souza desenvolveu uma abordagem inédita em seu Mestrado na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ela aplicou técnicas de fotogrametria digital e modelagem geométrica para documentar três igrejas históricas — duas em Apucarana e uma em Rolândia — com o auxílio de drones. O objetivo foi captar detalhes do método construtivo, da volumetria, do entorno e dos elementos arquitetônicos dessas edificações.
Experiência internacional e local impulsionam a pesquisa
Bianca enfrentou desafios, mas contou com uma base sólida. Durante um intercâmbio na Itália, ela trabalhou com restauração, adquirindo conhecimento prático em Arquitetura. Além disso, sua passagem pela Prefeitura de Curitiba a familiarizou com o uso de drones. No Mestrado, orientada pelo professor Mauricio Hidemi Azuma, do Departamento de Arquitetura da UEL, Bianca colaborou com a pesquisadora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Pollyana Romagnoli Tamanini, que já investigava as igrejas da região.
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Fonte: alagoasinforma.com.br
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Fonte: belzontenews.com.br
Tecnologia que potencializa a documentação e preservação
Por meio das tecnologias empregadas, Bianca conseguiu acelerar e aperfeiçoar a documentação arquitetônica. Com imagens bidimensionais captadas pelos drones, ela e futuros pesquisadores podem gerar modelos tridimensionais detalhados, enriquecendo o registro dessas construções.
Embora as capelas compartilhem métodos construtivos semelhantes, cada uma mantém características singulares. Importante destacar que elas continuam em uso, especialmente a de Rolândia, reforçando a necessidade de preservação ativa.
Impacto acadêmico e perspectivas futuras
Atualmente atuando em Curitiba, Bianca já aplica sua experiência em projetos envolvendo prédios institucionais na capital federal. Para ela, o desafio de combinar técnica, prática e pesquisa acadêmica foi superado, abrindo novas possibilidades. “O céu é o limite”, afirma.
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Fonte: bh24.com.br
Segundo o professor Mauricio Azuma, o trabalho pioneiro de Bianca no uso dessas tecnologias no Brasil inspira outros pesquisadores e representa um avanço importante para a proteção desse patrimônio frágil. Na Europa, métodos semelhantes já são consolidados, mas aqui o estudo é aberto e inovador.
O professor também coordena um grupo de estudantes de Mestrado e Iniciação Científica que investigam outras igrejas e patrimônios do norte do Paraná, como a malha ferroviária local — outro bem cultural que enfrenta ameaças de desaparecimento.

