Diálogo sobre Educação e Soberania
No último domingo, dia 29, ocorreu a conferência intitulada “Educação, Ciência e Tecnologia para Soberania dos Povos” no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O evento fez parte da 1ª Conferência Internacional Antifascista e teve a participação de representantes de diversas instituições de ensino e organizações educacionais. Jairo Bolter, presidente da ADUFRGS-Sindical e representante do PROIFES-Federação, esteve presente, acompanhado pela diretora de Magistério Superior, Ionara Siqueira. A ADUFRGS foi uma das principais instituições envolvidas na organização dessa importante iniciativa.
A mesa de debates, moderada pela deputada Sofia Cavedon, teve início com a fala da reitora da UFRGS, Márcia Barbosa. O evento contou com uma variedade de palestrantes, trazendo perspectivas distintas sobre a educação e sua importância para a soberania dos povos. Entre os participantes estavam Gloria Ramirez, da Federação Colombiana de Professores, Bianca Borges, da União Nacional dos Estudantes (UNE), Hugo Yasky, representando a Internacional da Educação na América Latina (IEAL), e Cláudio Mendonça, do Andes. O debate foi enriquecido ainda pelos comentários de Fátima Silva, da CNTE, Rosane Zan, do CPERS-Sindicato, e Sandro Pimentel, da Fasubra.
Essa conferência não apenas possibilitou um intercâmbio de ideias entre diferentes nações, mas também ressaltou a importância de uma educação voltada para a conscientização e a soberania. Jairo Bolter, ao se pronunciar, enfatizou como a união de esforços internacionais pode fortalecer a luta por uma educação pública e de qualidade, fundamental para a formação de cidadãos críticos e participativos.
O evento destacou a necessidade de um compromisso coletivo para enfrentar os desafios que a educação enfrenta atualmente, como a desvalorização do magistério e a falta de investimentos adequados nas instituições públicas. A presença de vozes diversas enriqueceu o debate e trouxe à tona questões que afetam diretamente a realidade educacional em vários países.
Com um enfoque em políticas educacionais e sociais, a conferência se propôs a estimular a reflexão sobre o papel da ciência e da tecnologia na construção de sociedades mais justas e soberanas. Os participantes discutiram também a importância da resistência a movimentos que buscam deslegitimar o papel da educação como ferramenta de transformação social.
O encontro foi uma oportunidade valiosa para que os educadores e ativistas refletissem sobre as lutas em comum e as estratégias para avançar na construção de um futuro onde a educação é vista como um direito fundamental para todos. O sucesso desse evento pode ser um indicativo de que, mesmo em tempos difíceis, a mobilização em prol da educação e da soberania dos povos continua sendo uma prioridade.

