Varejo em Maringá resiste apesar das dificuldades nacionais
O comércio varejista brasileiro passa por um momento delicado, e Maringá acompanha essa tendência, porém sem apresentar sinais de colapso generalizado. O que se observa é uma transformação no modelo tradicional das lojas físicas, que enfrenta uma forte seleção natural diante das mudanças econômicas.
Dados recentes mostram que, em 2026, o comércio no Brasil teve redução de 3.514 empregos no acumulado do primeiro semestre, sendo o único dos cinco grandes setores a registrar saldo negativo. Em contrapartida, serviços, indústria e construção ampliaram vagas formais. Grandes redes nacionais, como Casas Bahia, que entrou com pedido de recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões e fechamento de 298 lojas, e Tok&Stok/Mobly, que também enfrenta recuperação judicial e queda nas vendas, refletem essa pressão no varejo.
Maringá mantém crescimento no emprego formal e no número de empresas
O cenário de Maringá é distinto. No primeiro trimestre de 2026, o comércio local abriu 479 empregos formais, ficando atrás apenas dos setores de serviços e construção. Se o comércio estivesse em crise profunda, a queda no emprego seria mais expressiva. Além disso, a cidade atrai uma forte concentração de comércio e serviços, com polos importantes como Shopping Avenida Center, Maringá Park, Catuaí e Cidade Maringá.
O Paraná, segundo a Fecomércio-PR, iniciou 2026 com 499.738 trabalhadores formais no comércio varejista, 1,9% acima do mesmo mês em 2025. Apesar disso, houve acomodação em alguns segmentos, especialmente no comércio varejista não especializado.
Leia também: Instabilidade Internacional Pressiona Economia de Maringá: Impactos e Desafios
Leia também: Estabilidade do Emprego em Mato Grosso Sinaliza Resistência no Mercado Local
Fonte: ocuiaba.com.br
Expansão de empresas e otimismo entre lojistas maringaenses
Até maio de 2026, Maringá registrou 1.485 novas empresas, ficando em segundo lugar no Paraná, atrás apenas de Curitiba. No mesmo período, foi a segunda cidade do estado com maior número de empreendimentos beneficiados pelo Selo de Baixo Risco, com 1.757 empresas ou filiais contempladas. O Paraná, em 2025, teve alta de 11,87% no saldo de novas empresas entre janeiro e novembro, somando 143.699 novos negócios.
Pesquisa da Associação Comercial e Industrial de Maringá (ACIM) com 60 lojistas, divulgada em dezembro de 2025, revela que 33% aumentaram as vendas em 2025, enquanto outros 33% registraram queda. O restante manteve estabilidade ou não respondeu. Para 2026, 70% esperam crescimento nas vendas, 17% planejam expandir seus negócios e 42% têm intenção de investir em inovação.
Emprego e eventos comerciais reforçam atividade econômica local
A geração de 479 empregos formais no comércio de Maringá no primeiro trimestre de 2026 confirma a absorção de mão de obra pela atividade comercial. A ACIM segue promovendo campanhas e eventos com ampla participação de lojistas, impulsionando o consumo e movimentando o setor.
Leia também: Comércio Potiguar: Resultado Impressionante com Crescimento de 8,2%
Fonte: indigenalise-se.com.br
Esse panorama indica que o varejo de Maringá não enfrenta uma crise generalizada, mas sim uma adaptação diante das dificuldades enfrentadas por modelos tradicionais e grandes redes endividadas, como é o caso das Casas Bahia.
Perspectivas para o varejo local
Com base nos dados disponíveis, Maringá vive um momento de crescimento moderado e estabilidade positiva no varejo em 2026. A pressão econômica nacional afeta principalmente empresas grandes e altamente financiadas, mas o comércio local demonstra resiliência, gerando empregos e atraindo novos empreendimentos.
O desafio para o setor está na adaptação aos novos formatos de negócio e na inovação para se manter competitivo, preservando a relevância do comércio físico diante das transformações do mercado.

