Uma nova fase para o cinema paranaense
O candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, apresenta uma iniciativa que pode mudar o cenário cultural do estado: a criação da “Cidade do Cinema”. A proposta, desenvolvida em parceria com especialistas da área, prevê um galpão cultural adaptado para gravações indoor, destinado a empresas da economia criativa. O objetivo é oferecer infraestrutura adequada para facilitar produções audiovisuais no Paraná.
O mercado cinematográfico brasileiro movimenta cerca de R$ 70,2 bilhões do PIB, mas ainda representa apenas 0,7% da economia nacional. Com isso, há espaço para o setor crescer, sobretudo em estados que investem em políticas culturais e infraestrutura. A “Cidade do Cinema” funcionará como um espaço multifuncional, com áreas para locução, projeção, edição e criação de cenários, buscando atrair mais gravações para a região.
Potencial cultural e econômico do audiovisual
Sandro Alex destaca que o Paraná possui um potencial significativo no setor audiovisual, tanto pela riqueza cultural quanto pelo impacto econômico. “Além do aspecto cultural, tem um potencial econômico gigante. Essa ‘Cidade do Cinema’ vai ajudar a inserir o Estado nos circuitos nacionais e internacionais de produção, distribuição e exibição, consolidando o audiovisual como vetor estratégico da economia criativa”, afirma.
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O estado conta com 35 cursos de graduação em audiovisual, entre bacharelados e tecnológicos, além de uma rede de salas de cinema que supera a média nacional: são 19,7 salas por milhão de habitantes, contra 17,4 do Brasil. Entre 2002 e 2025, o Paraná foi responsável por 2,6% da produção brasileira não publicitária, evidenciando o protagonismo local no setor.
PR Film Comission e o fortalecimento do setor
A “Cidade do Cinema” também reforça o papel da PR Film Comission, órgão criado na gestão de Ratinho Junior para intermediar relações entre produtoras, distribuidoras e locações. A comissão já apoiou mais de 100 projetos audiovisuais, entre longas, curtas, documentários, séries e festivais, facilitando trâmites legais e promovendo o estado como cenário para filmagens.
Dentre os projetos apoiados, destacam-se os longas “Doutor Monstro”, do paranaense Marcos Jorge, gravado em Curitiba, e “Rumor”, de Joana Nin, com cenas filmadas em Ribeirão Claro. A minissérie “Caravelle 114”, produzida integralmente no Paraná com o apoio da Film Commission, integra o catálogo da Globoplay, ampliando a visibilidade das produções locais.
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Impacto econômico e turístico do audiovisual
Um estudo da Oxford Economics revela que o cinema possui efeito multiplicador na economia: para cada R$ 10 milhões gerados diretamente, há um acréscimo de R$ 12 milhões em outras atividades, resultando em um multiplicador do PIB de 2,2. Além disso, o audiovisual pode impulsionar o turismo, como mostram exemplos internacionais — da saga “O Senhor dos Anéis” na Nova Zelândia a “Emily em Paris” na França, e os parques temáticos da Disney e Universal nos EUA.
Políticas públicas e investimentos no audiovisual paranaense
O Paraná tem investido de forma consistente no setor audiovisual, destinando mais de R$ 100 milhões nos últimos anos por meio de programas e editais como a Lei Paulo Gustavo, Profice, edital de Arranjos Regionais, Política Nacional Aldir Blanc e Fundo Estadual de Cultura. Essas iniciativas alcançaram mais de 250 projetos, ampliando a produção e circulação cultural local.
A proposta da “Cidade do Cinema” surge, assim, como uma continuidade desses esforços, buscando fortalecer o Paraná como polo audiovisual e fomentar a economia criativa com impacto direto para artistas, produtores e o público da região.

