Investimento recorde para o Natal de Maringá
O Natal de Maringá contará com um investimento de cerca de R$ 20 milhões, abrangendo iluminação, atrações temáticas, apresentações musicais e a programação do Réveillon. A confirmação veio do secretário municipal de Cultura, Tiago Valenciano, durante entrevista à CBN Maringá na manhã de terça-feira, 20.
A programação inclui atrações da Turma da Mônica, espaços interativos para crianças, um túnel de luz e a tradicional chegada do Papai Noel. Além disso, atividades estarão espalhadas por dois distritos e no Parque do Japão, ampliando o alcance cultural da festa.
Aposta na Turma da Mônica para envolver o público infantil
A estrutura temática da Turma da Mônica promete ser um dos destaques do Natal. Com uma árvore decorada, túnel de luz e até quatro ou cinco espaços de interação, as crianças terão diversas opções para desenhar, brincar e encontrar os personagens. Também está prevista a abertura de uma loja oficial com produtos dedicados aos personagens, além de apresentações curtas e sessões de fotos.
As atrações para o público infantil acontecerão principalmente nos fins de semana a partir das 14h, enquanto durante a semana parte da programação ocorrerá à noite. Para organizar o acesso, a distribuição de senhas está sendo planejada para algumas atividades.
Réveillon com shows e sem fogos de artifício
A programação de fim de ano será realizada em três datas e locais distintos: 29 de dezembro no Iguatemi, 30 em Floriano e 31 na região da Catedral de Maringá. No centro da cidade, a festa seguirá o formato do ano anterior, começando por volta das 21h ou 21h30, após a missa, para não atrapalhar a celebração religiosa. Após a contagem regressiva, o show seguirá até por volta de 1h30.
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Fonte: cidaderecife.com.br
Uma decisão importante da Prefeitura é não utilizar fogos de artifício, nem mesmo os de baixo ruído. A medida visa proteger o bem-estar dos animais e atender às exigências de segurança para eventos com grande público. “Eu fico sempre com o animal”, afirmou o secretário Tiago Valenciano ao explicar a posição contrária aos fogos.
Foco na economia local e no turismo
Além de ser uma celebração cultural, o Natal de Maringá pretende impulsionar as vendas do comércio local, respondendo a uma demanda dos próprios comerciantes para atrair consumidores e visitantes. Segundo Valenciano, o dinheiro movimentado no comércio da cidade gera uma cadeia econômica que inclui empregos, impostos e fornecedores locais.
O secretário também espera que a programação aumente a ocupação dos hotéis com a chegada de turistas de outras cidades, fortalecendo a economia regional. “É uma parceria com o Natal também tem a parceria do comércio de Maringá”, destacou.
Avaliação da Flim e perspectivas para o próximo ano
Durante a entrevista, Valenciano comentou sobre a Festa Literária Internacional de Maringá (Flim), que reuniu aproximadamente 60 mil pessoas, segundo dados da organização. O secretário reconheceu que alguns espaços ficaram pequenos diante da demanda, com até 200 pessoas ficando do lado de fora em palestras concorridas, o que gerou reclamações nas redes sociais.
Para a próxima edição, a Prefeitura pretende ampliar os espaços e reorganizar a disposição dos auditórios, estandes e pavilhões. Uma das opções em estudo é o uso do entorno do complexo Oscar Niemeyer, dependendo das condições de infraestrutura e do andamento das obras na região.
Destaques literários e feedback sobre o evento
Entre os momentos mais marcantes da Flim, Valenciano destacou a participação do escritor Marcelo Rubens Paiva, que falou sobre o livro “Ainda Estou Aqui”, inspirador do filme brasileiro vencedor do Oscar. Também foi ressaltada a presença de Itamar Vieira Junior, que recebeu em Maringá a notícia de sua indicação ao Prêmio Jabuti.
O secretário avaliou que a Flim já está consolidada como um evento reconhecido pela população e integrante do calendário cultural da cidade. A organização pretende ajustar o espaço reservado para autores independentes, uma vez que alguns esperavam utilizar os estandes para vendas, enquanto a proposta era promover lançamentos e aproximar escritores do público.
Outra iniciativa bem recebida foi a criação de um espaço de café dentro da festa, que uniu literatura, convivência e consumo. Valenciano comentou com simpatia a presença das crianças no local, que aproveitavam para pegar livros e desenvolver o hábito da leitura.

