Setor de bares e hotéis do Paraná enfrenta desafios com o fim da escala 6×1
A recente aprovação pelo Senado Federal do fim da escala de trabalho 6×1, em 14 de junho, acendeu um alerta entre os empresários que atuam em bares, restaurantes, hotéis e eventos do Paraná. Representantes dessas categorias, por meio de entidades como a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento, Lazer e Turismo do Paraná (Feturismo) e o Sindiprom, estão articulando uma reunião para debater os efeitos dessa mudança na rotina das empresas e as possíveis revisões nas convenções coletivas de trabalho.
Impactos na organização das equipes e na jornada semanal
Fábio Aguayo, presidente das entidades, aponta que o principal desafio reside na reorganização das equipes diante da redução da jornada semanal. Estabelecimentos que funcionam em horários noturnos, fins de semana e feriados dependem da manutenção de trabalhadores em múltiplos turnos para garantir o atendimento ao público. A adequação à nova jornada poderá exigir a contratação de mais profissionais ou uma reestruturação operacional, já que muitos negócios atuam no limite da capacidade atual.
“Se houver redução da jornada sem que se resolva o problema da disponibilidade de mão de obra, precisaremos contratar mais pessoas ou reorganizar operações que já funcionam no limite”, destaca Aguayo, ressaltando ainda as dificuldades para preencher vagas no setor.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
Necessidade de revisão das convenções coletivas
Outra preocupação levantada pelas entidades refere-se à revisão das convenções coletivas que regulam jornadas, folgas, horas extras e outras condições de trabalho. No Paraná, as categorias envolvidas possuem datas-base diversas, como maio, junho e outubro, o que pode dificultar a uniformização das mudanças. Aguayo reforça que as alterações não se limitam à escala de trabalho, mas envolvem compromissos firmados, cláusulas econômicas negociadas e o planejamento financeiro das empresas.
Abrabar, Feturismo e Sindiprom estão organizando um encontro com empresários para discutir os ajustes necessários nas relações de trabalho, embora a data do evento ainda não tenha sido definida.
Pedido de prazo para adaptação e qualificação profissional
Apesar das preocupações, as entidades não rejeitam a melhoria das condições laborais. Defendem, porém, que as mudanças sejam implementadas de forma responsável, com diálogo e viabilidade econômica. Além disso, sugerem que as alterações venham acompanhadas de iniciativas para qualificação profissional e incentivo à formalização das contratações, buscando minimizar os impactos operacionais no setor.
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Fonte: soudebh.com.br
Detalhes da aprovação do fim da escala 6×1
O Senado aprovou em dois turnos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, com ampla maioria: 75 votos a favor e apenas um contra. A proposta determina dois dias de descanso semanal remunerado, preferencialmente com um domingo, e prevê a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.
A implementação ocorrerá em etapas: primeiro, dois meses após a publicação da emenda, a jornada máxima será de 42 horas semanais. Depois, um ano após essa primeira fase, passará a ser de 40 horas semanais. A medida já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e aguarda promulgação pelo Congresso Nacional. Até lá, continuam valendo as regras atuais sobre jornada de trabalho.

