Eleição de senadores no Rio Grande do Sul
Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) foram confirmados como senadores eleitos pelo Rio Grande do Sul no último domingo (4). Com 87,04% das urnas apuradas, Sanderson obteve 3.069.361 votos, correspondendo a 30,05%, enquanto Van Hattem recebeu 3.066.279 votos, o equivalente a 30,02%. Nesta eleição, cada eleitor votou em dois candidatos, pois foram renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado, com dois senadores eleitos por estado e pelo Distrito Federal.
Mandatos e trajetórias políticas
Este será o primeiro mandato de Sanderson no Senado. Ele iniciou sua carreira política em 2018, quando foi eleito deputado federal, cargo para o qual foi reeleito em 2022. Natural de Erechim (1969) e criado em Santo Ângelo, Sanderson é oficial R2 da Infantaria do Exército Brasileiro. Em 1996, deixou as Forças Armadas para integrar a Polícia Federal (PF), onde atuou até sua entrada na Câmara dos Deputados. Também presidiu o Sindicato dos Policiais Federais do RS e foi conselheiro da Federação Nacional dos Policiais Federais. Na Câmara, presidiu a Comissão Permanente de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado em 2023 e ocupou o cargo de vice-líder da Oposição ao governo Lula (PT) em 2025, além de ter sido vice-líder do governo Jair Bolsonaro (PL).
Marcel van Hattem também assume seu primeiro mandato no Senado. Deputado federal reeleito em 2022, iniciou sua trajetória política em 2004 como vereador em Dois Irmãos. Foi deputado estadual entre 2015 e 2018 e, em 2018, tornou-se o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul, com 349.855 votos. Van Hattem foi o primeiro líder da bancada do Novo na Câmara e coordena a Comissão Externa que acompanha os danos causados pelas enchentes no estado. É bacharel em Relações Internacionais, com especializações em Direito, Economia e Democracia Constitucional pela UFRGS, mestre em Ciência Política pela Universidade de Leiden e possui formação complementar em Jornalismo, Mídia e Globalização pelas universidades de Aarhus e Amsterdã, além de ter participado do Programa de Liderança Política, Social e Empresarial da Georgetown University, nos Estados Unidos.
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Fonte: amapainforma.com.br
Campanha e posicionamentos políticos
Durante a campanha, Sanderson e Van Hattem adotaram uma estratégia conjunta, reforçando o bordão: “Quem vota em Sanderson, vota em Van Hattem; e quem vota em Van Hattem, vota em Sanderson”. Essa articulação resultou em índices de votação muito próximos, refletindo o voto em bloco dos eleitores.
Nos debates, a dupla utilizou a dobradinha para criticar não apenas os adversários, mas também para posicionar-se contra o governo do presidente Lula (PT). Após a confirmação da vitória, Sanderson destacou a necessidade de resolver a questão fiscal do Rio Grande do Sul e o endividamento rural, além de devolver protagonismo ao estado. Van Hattem afirmou que a campanha sempre foi conjunta e que o objetivo é recuperar o Brasil, criticando decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, não podem ser toleradas.

