Reconhecimento e planos para o FC Porto
André Villas-Boas, presidente do FC Porto, recebeu na manhã desta quarta-feira a medalha de mérito desportivo concedida pela Câmara do Porto. Em seu discurso, agradeceu o reconhecimento da cidade e destacou a importância de manter a base da equipe após um ano de conquistas. “Não faço mais do que a minha obrigação, já conquistou tantos títulos europeus e nacionais, mas é sempre bom ter este reconhecimento da cidade do Porto”, afirmou.
Continuidade dos jogadores e mercado
Sobre a permanência de Diogo Costa, alvo do Chelsea, Villas-Boas garantiu que não houve propostas formais. “Tudo tranquilo. O objetivo é manter a base vencedora da equipa, após um ano de grande sucesso, e reforçá-la nos pontos necessários. O FC Porto está sujeito, como qualquer clube, a assédios dos seus atletas. Não recebi nenhuma proposta, nem aproximação, pelo Diogo Costa. Foi claramente o melhor guarda-redes do Mundial”, explicou. Questionado sobre a possibilidade de Diogo Costa herdar a camisa número 2 de Jorge Costa, ele disse que o tema será tratado na apresentação aos sócios, mas ressaltou o orgulho que seria para o clube.
Em relação ao mercado, Villas-Boas comentou a situação do atacante Samu, um dos jogadores mais importantes do time, e destacou que a gestão de sua recuperação é prioridade, com retorno previsto para meados de novembro. Sobre a possível chegada de um novo ponta de lança, ele deixou a porta aberta: “Temos uma conversa aberta com o jogador Eustáquio, que está à procura de soluções no mercado e o FC Porto sabe disso, respeita a decisão do jogador. Se terminar o mercado e o jogador estiver connosco, estaremos tranquilos”.
Desafios econômicos na Liga dos Campeões
Villas-Boas também falou sobre as diferenças financeiras entre o FC Porto e os concorrentes da Liga dos Campeões. “É claro que a Liga dos Campeões é uma competição totalmente diferente, onde competem os melhores. Há algumas movimentações no mercado com os clubes desta competição que estão fora de qualquer realidade económica de clubes portugueses, espanhóis, franceses, italianos. Transferências acima de 100 milhões de euros parecem ser o valor comum no campeonato inglês”, comentou. Ele ressaltou que, apesar do histórico importante do clube na Liga, a prioridade deve ser sempre o título nacional: “O FC Porto tem um histórico importante que deve ser respeitado, mas que não deve jamais ultrapassar a real responsabilidade que é de ser campeão nacional”.
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