Urgência no Acesso a Inaladores
No último dia 5, uma data emblemática para a saúde respiratória, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia – Regional Paraná (Asbai-PR) uniu forças à Global Initiative For Asthma (GINA) em uma campanha que visa aumentar a conscientização sobre a necessidade urgente de acesso a inaladores anti-inflamatórios. Com o tema “Acesso a inaladores anti-inflamatórios para todas as pessoas com asma – uma necessidade ainda urgente”, a iniciativa destaca que o controle eficaz da asma depende da disponibilidade desses medicamentos essenciais para todos os pacientes.
A situação é alarmante: a asma afeta cerca de 20 milhões de brasileiros, incluindo crianças e adultos, e aproximadamente 5% dos casos são classificados como formas mais graves da doença. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, em 2025, o Paraná contabilizou 4.686 internações pelo SUS devido a complicações da asma, resultando em 20 mortes.
Além disso, a asma representa a quarta maior causa de internação no Brasil, ocasionando cerca de 2 mil mortes anualmente. Embora não haja cura definitiva, a doença pode e deve ser controlada. “A asma é uma condição inflamatória crônica, provocada pela inflamação das vias aéreas inferiores, manifestando-se de diferentes formas. Algumas pessoas apresentam os primeiros sintomas já no primeiro ano de vida, enquanto outras desenvolvem a condição na idade adulta”, enfatiza Paula Bley, médica alergista e presidente da Asbai-PR.
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Importância do Acesso Universal a Terapeutas Inalatórios
Segundo especialistas, garantir o acesso universal a terapias inalatórias é uma necessidade urgente, pois esses medicamentos são fundamentais tanto para o manejo diário da asma quanto para o tratamento de crises agudas. “Um acompanhamento médico apropriado pode evitar o agravamento dos sintomas e reduzir a gravidade dos episódios. Em situações onde a intervenção não ocorre a tempo, a asma pode levar a consequências fatais”, alerta a médica.
Os sintomas da asma podem surgir ou se agravar em resposta a diversos gatilhos, que incluem poeira, mofo, pelo de animais, ar frio, atividade física, infecções respiratórias e estresse. Os sinais mais comuns incluem:
- Falta de ar (dispneia)
- Chiado no peito: um som semelhante a um assobio ao respirar
- Tosse persistente: frequentemente noturna ou ao amanhecer
- Sensação de aperto no tórax
- Piora dos sintomas à noite ou nas primeiras horas da manhã
Ainda que a causa exata da asma não seja completamente compreendida, acredita-se que a condição é resultado de fatores genéticos, como histórico familiar de alergias, e fatores ambientais, como exposição a poluentes e infecções respiratórias na infância.
Atividade Física e Asma: O Que Saber
Muitos pacientes se questionam se podem praticar atividades físicas. A resposta é afirmativa: a prática regular de exercícios é uma parte essencial do tratamento da asma, desde que respeitadas as limitações de cada paciente. “O acompanhamento médico é crucial para prevenir sintomas durante atividades físicas. Existem vários atletas com asma que iniciaram a prática esportiva como parte de seu tratamento”, explica a alergista.
Casos de atletas famosos que convivem com a asma, como David Beckham, o ex-jogador de futebol, Fernando Scherer, medalhista olímpico de natação, e Diego Hypólito, medalhista olímpico de ginástica artística, exemplificam que é possível levar uma vida ativa mesmo com a doença.
Prevenção: Cuidados Necessários
Manter o ambiente limpo e livre de poeira é uma das principais estratégias para evitar crises de asma. A médica Paula Bley ressalta que o contato com alérgenos, como ácaros e pólens, além de fatores climáticos, poluição e fumaça de cigarro, podem desencadear episódios. Ademais, a prática de exercícios físicos sem supervisão médica e infecções respiratórias são precursores críticos para o agravamento da condição.
“A orientação sobre higiene ambiental é de suma importância para esses pacientes, assim como o tratamento adequado de infecções respiratórias”, finaliza a especialista.

