Nova graduação da UEM une engenharia e Inteligência Artificial
A Universidade Estadual de Maringá (UEM) prepara uma expansão significativa em sua oferta de cursos voltados à tecnologia. A instituição vai lançar uma nova graduação que combina engenharia, computação, automação, Inteligência Artificial (IA) e ciência de dados. A expectativa é que as aulas comecem em 2027, após os processos seletivos do Vestibular de Verão 2026 e do Processo de Avaliação Seriada (PAS).
Serão ofertadas 31 vagas neste primeiro ciclo, com 27 destinadas ao Vestibular de Verão e quatro para o PAS. O curso, que terá duração de cinco anos, será oferecido no Câmpus Maringá em período integral, abrangendo manhã e tarde.
O que a nova formação oferece para o mercado de tecnologia
O curso surge para atender a uma demanda crescente por profissionais capazes de integrar diferentes áreas da tecnologia e aplicar sistemas inteligentes em processos industriais, comerciais e de serviços. A formação reúne disciplinas e habilidades presentes em Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Eletrônica e Computação, preparando os estudantes para trabalhar com sistemas automatizados e tecnologias baseadas em IA.
José Roberto Vasconcelos, coordenador da graduação e professor do Departamento de Informática (DIN), ressalta que a transformação provocada pela Inteligência Artificial e pela Ciência de Dados exige que os engenheiros desenvolvam novas competências. A integração dessas tecnologias pode aprimorar produtos, processos de fabricação e o desempenho de sistemas, além de abrir portas para a indústria e outros setores econômicos.
Áreas de atuação e aplicações práticas
Os formados poderão atuar em áreas como projetos mecatrônicos, automação industrial e comercial, controle de processos, robótica, instrumentação, informática e integração de sistemas. Além disso, poderão trabalhar com sistemas integrados de manufatura e Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), desenvolvendo soluções de IA e análise de dados.
Essa formação ultrapassa o desenvolvimento de softwares, abrangendo também máquinas, equipamentos, sensores e processos industriais que utilizam dados para tomada de decisões inteligentes.
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Inteligência Artificial aplicada a projetos e processos
Um destaque da graduação é o design generativo, que usa algoritmos de IA para ajudar engenheiros a encontrar soluções variadas para projetos, considerando objetivos e limitações. Essa tecnologia já é aplicada em setores como o automotivo, aeroespacial e manufatura, contribuindo para a criação de componentes mais leves e eficientes.
A IA também é empregada em robótica, sistemas de controle inteligentes e visão computacional. Em sistemas autônomos, algoritmos processam informações ambientais, tomam decisões e se adaptam a diferentes condições. Na indústria, isso impacta atividades como montagem, soldagem e inspeção de qualidade, aumentando precisão e produtividade.
Ciência de Dados e manutenção preditiva
Outro eixo fundamental da formação é a Ciência de Dados. Informações coletadas por sensores, máquinas e instrumentos serão analisadas para identificar padrões, detectar falhas e ajudar na tomada de decisão. A manutenção preditiva é um exemplo prático: permite identificar problemas em equipamentos antes que se agravem, possibilitando intervenções antecipadas que reduzem custos e melhoram a segurança.
O curso desenvolverá competências em programação, análise de dados e aprendizado de máquina, criando uma ponte entre os conceitos tradicionais da engenharia e as novas tecnologias digitais.
Mercado de trabalho e remuneração para os novos profissionais
A formação multidisciplinar amplia as oportunidades profissionais. Na indústria, os graduados poderão atuar com sistemas mecatrônicos, automação e processos produtivos. Nos setores de comércio e serviços, a automação e a análise de dados serão áreas de destaque.
Além disso, há espaço para pesquisa, ensino e empreendedorismo, com o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras. A flexibilidade do mercado permite que algumas funções sejam desempenhadas remotamente, inclusive para empresas internacionais.
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Segundo informações da UEM, a profissão é regulamentada pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). O piso salarial indicado corresponde a seis salários-mínimos para uma jornada diária de seis horas, o que equivale atualmente a cerca de R$ 9,6 mil. A remuneração pode variar conforme empresa, experiência e modalidade de trabalho.
Maringá como polo tecnológico e oportunidades para estudantes
A escolha de Maringá para a oferta do curso é estratégica. A cidade possui um ecossistema tecnológico robusto, com empresas, startups e iniciativas inovadoras que demandam profissionais qualificados. A UEM mantém parcerias que garantem oportunidades de estágio ligadas à nova graduação.
Os estudantes terão uma formação que integra ensino, pesquisa, extensão e estágio obrigatório, alinhando a teoria acadêmica às necessidades do mercado local e regional.
Detalhes do curso e inscrições
O curso será ofertado pelo Centro de Tecnologia (CTC) da UEM, no Câmpus Maringá, em regime presencial e período integral. As inscrições para os processos seletivos estarão abertas até 23 de setembro de 2026, conforme o Manual do Candidato e as informações oficiais da universidade.
Resumo das principais informações:
- Início das aulas: 2027
- Duração: 5 anos
- Modalidade: presencial
- Turno: integral (manhã e tarde)
- Vagas no Vestibular de Verão 2026: 27
- Vagas pelo PAS 2026: 4
- Total de vagas: 31
- Local: Câmpus Maringá da UEM

