O Oeste do Paraná e a Revolução Tecnológica na Piscicultura
Em cerca de 15 anos, o Oeste do Paraná consolidou-se como o maior polo mundial de produção de tilápias, resultado direto da adoção de tecnologias avançadas que aumentam significativamente a produtividade por metro quadrado. Com sistemas de produção que consomem apenas 10% da água usada nos métodos tradicionais e com automação para controlar a alimentação e os níveis de oxigênio, a região conseguiu produzir três a quatro vezes mais peixes do que a média global, elevando a produtividade para impressionantes 77 toneladas por hectare ao ano, contra cerca de 20 toneladas no cenário internacional.
Sustentabilidade e Eficiência no Modelo Integrado
O modelo tecnológico que impulsionou essa transformação foi criado pela Cooperativa Copacol, de Cafelândia, que em 2008 adaptou para a piscicultura um sistema de integração já aplicado na avicultura e suinocultura. Nesse formato, a cooperativa fornece alevinos de genética selecionada, insumos e suporte técnico, enquanto os produtores cuidam do manejo diário. Após a criação, a Copacol adquire os peixes, realiza o processamento e comercializa a produção, dividindo os resultados com os cooperados.
Esse sistema não só elevou a eficiência da produção, como também trouxe inovação ao processo de seleção genética. A Copacol utiliza microchips para monitorar as linhagens dos peixes, selecionando os melhores exemplares para reprodução futura. Atualmente, são 300 produtores integrados e uma produção de 21,7 mil toneladas de carne de peixe em 2025.
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Expansão e Impacto Regional
O sucesso do modelo do Oeste se espalhou para outras cooperativas do Paraná. A C.Vale iniciou suas atividades na piscicultura em 2017, a Lar investiu R$ 268 milhões no setor, e a Coopavel adquiriu a antiga Pescados Cascavel há dois anos. Hoje, cerca de 85% da produção estadual está concentrada nessas regiões, consolidando o Oeste do Paraná como um centro tecnológico e produtivo de referência.
Inovação Nacional e Expectativas para o Futuro
Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Aquicultura, destaca que o Oeste paranaense concentra a cadeia produtiva de tilápia mais avançada do mundo. Entre as inovações desenvolvidas no país estão a primeira filetadora automática e a primeira vacinadora automática para a cadeia produtiva da tilápia. A associação prevê que o Brasil poderá assumir a liderança mundial na produção de tilápias nos próximos 15 anos, ultrapassando a marca de 1 milhão de toneladas em 2025, com 70% dessa produção dedicada à tilápia.
Recursos Digitais e Capacitação para Profissionais de TI
Além do impacto direto na piscicultura, a revolução tecnológica no Oeste do Paraná também ressalta a importância das ferramentas digitais para profissionais que atuam com inovação. A Bee Fenati oferece uma rede social dedicada à categoria de TI, onde especialistas trocam experiências, se mantêm atualizados sobre tendências, acessam cursos e certificações, e encontram vagas de emprego alinhadas ao perfil do usuário. O aplicativo da Bee Fenati está disponível na STORE (IOS) e STORE (ANDROID), facilitando o acesso a esses recursos e estimulando a capacitação contínua.
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Fonte: noticiadesalvador.com.br
Ao conectar tecnologia, sustentabilidade e inovação, o Oeste do Paraná mostra como o investimento em sistemas integrados e automação pode transformar um setor produtivo, impactando positivamente a economia local e nacional, além de consolidar o Brasil como protagonista na produção de tilápias no cenário mundial.

