Impactos das Tarifas Americanas no Setor Madeireiro do Paraná
O anúncio do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil deve causar um impacto direto e significativo em um segmento chave da economia paranaense: o setor madeireiro. Segundo dados da ApexBrasil, órgão vinculado ao Ministério de Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDCI), as tarifas de 26% previstas para entrar em vigor a partir de 22 de julho vão afetar cerca de US$ 7,4 bilhões em vendas brasileiras ao mercado americano.
Embora São Paulo e Santa Catarina sejam os estados que mais sofrerão com as novas barreiras comerciais — o primeiro responde por 41,6% do valor total das exportações brasileiras afetadas e Santa Catarina terá 68% das vendas aos EUA comprometidas —, é o Paraná que enfrenta uma situação delicada no setor madeireiro. Isso porque 30% da madeira importada pelos EUA vem do Brasil, e 66,7% desse volume tem origem no Paraná.
Repercussões Econômicas e Setoriais
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destaca que essa medida é prejudicial não apenas para as empresas paranaenses especializadas em madeira, mas também para o mercado americano. “Isso é ruim para as empresas do Paraná que trabalham com esse setor. Isso é ruim para quem importa madeira nos EUA, para a construção civil de lá, para quem vai comprar casa. Ou seja, isso tem impacto na inflação americana”, explicou Müller.
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Além da madeira, o granito brasileiro também está na lista dos produtos afetados pelo tarifaço. Os Estados Unidos importam 36% do granito do Brasil, um material fundamental para a construção civil. A dependência americana desses insumos dificulta a substituição por fornecedores alternativos no curto prazo, o que pode agravar o impacto econômico.
“Não há como, de uma hora para outra, o americano, que tem 30% do seu suprimento de madeira do Brasil para construção, buscar em outro local. Não tem como buscar granito em outro local com essa dependência de 36%”, reforçou Müller. O cenário cria um efeito cascata que pode afetar preços, produção e empregos tanto no Paraná quanto nos mercados consumidores americanos.
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