O Crescimento das Agritechs no Paraná
O agronegócio no Brasil é reconhecido mundialmente pela sua competitividade e inovação. No Paraná, esse setor encontrou um terreno fértil para o desenvolvimento tecnológico, especialmente por meio das agritechs — startups que criam soluções inovadoras para o campo. Essas empresas estão focadas em otimizar processos, aumentar a produtividade, minimizar desperdícios e tornar as operações rurais mais eficientes e sustentáveis.
Segundo o 12º Mapeamento das Startups Paranaenses, realizado pelo Sebrae-PR, o estado registrou um crescimento de 20,5% no número de startups formalizadas, atingindo 1.866 empresas, contra 1.548 na edição anterior. Além disso, existem 591 startups não formalizadas, totalizando 2.457 iniciativas inovadoras em todo o Paraná. O estudo, apresentado durante o Show Rural 2026, destaca o fortalecimento do ecossistema de inovação local, com dados sobre perfil, financiamento e áreas de atuação dessas startups.
Inovação que Ganha Espaço Nacional e Internacional
Em Campo Mourão, a AgroFlux surgiu para simplificar a inspeção de pulverizadores agrícolas. Fundada por André Henrique da Silva, Guilherme Castro Diniz e Rafael Felipe Bartoski da Costa, a startup desenvolveu o Fluxin, um dispositivo que reduz o tempo de inspeção de horas para minutos, aumentando a precisão e a eficiência nas operações. A venda para o Grupo Bio Atumus foi crucial para impulsionar o crescimento da AgroFlux, que hoje atua em 22 estados brasileiros e exporta para vários países, consolidando-se como referência em inovação agrícola.
Já em Curitiba, a Brands, criada por Bruno Ruy e Dário Azevedo, aposta em tecnologias como modelagem 3D e realidade aumentada para transformar projetos industriais e imobiliários em experiências imersivas. A empresa, inspirada pela evolução do metaverso, facilita o diálogo entre governos e população em projetos de infraestrutura. Com faturamento previsto para ultrapassar R$ 1 milhão em 2026, a Brands segue expandindo seus negócios, mirando também o mercado internacional.
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Tecnologia de Ponta para o Campo
Localizada em Pato Branco, a Terris trabalha com agricultura de precisão desde 2015, oferecendo produtos como o GPS agrícola GT-500 e o monitor de plantio GT-400, que ajudam a aumentar a produtividade rural e reduzir perdas no campo. Em Londrina, a Infinity Drones utiliza drones da linha DJI Agras para serviços de pulverização, mapeamento e monitoramento agrícola, destacando-se pela alta eficiência e precisão nas aplicações e sendo revendedora autorizada da DJI Agriculture.
Em Toledo, a Agrovence atua com a modernização de maquinário agrícola, oferecendo retrofit de plantadeiras, monitores de plantio e sistemas de pulverização para garantir maior rentabilidade e reduzir custos para os produtores rurais.
A Distribuição e o Papel das Universidades
Rafael Tortato, coordenador de Startups e TIC do Sebrae-PR, ressalta que o Paraná tem uma distribuição homogênea de startups, com destaque para a inovação no agronegócio. Ele destaca que as universidades desempenham papel fundamental na disseminação dessas empresas pelo estado, criando um ambiente diversificado e favorável para o crescimento das agritechs.
Biotecnologia: Desafios e Oportunidades para o Paraná
Thiago Moreschi, CEO da Vuelo Pharma, aponta que o Paraná já possui universidades, centros de pesquisa e empresas com grande potencial para se tornar uma referência em biotecnologia aplicada à saúde. Contudo, para avançar, o estado precisa aumentar investimentos em pesquisa aplicada, fortalecer a integração entre academia, indústria e investidores, além de estimular a internacionalização das empresas para transformar conhecimento em inovação global.
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Essa infraestrutura de biotecnologia em saúde também pode impulsionar as agritechs, especialmente na biotecnologia agrícola. Inovações que unem saúde e agricultura têm o potencial de melhorar a qualidade dos alimentos e a saúde pública, como o desenvolvimento de culturas resistentes a pragas, que diminuem o uso de pesticidas e promovem um ambiente mais saudável para as comunidades locais.
Assim, a sinergia entre saúde e agricultura, liderada pelas agritechs, pode transformar o setor agrícola enquanto traz benefícios significativos à saúde das populações, ressaltando a importância de um ecossistema de inovação colaborativo e sustentável.
O Papel do Investidor Anjo no Crescimento das Startups
O investidor anjo é peça-chave no crescimento inicial das startups. Rafael Tortato explica que, além do aporte financeiro, o investidor oferece orientação estratégica, auxiliando as startups a conquistar seus primeiros clientes e traçar caminhos sólidos de expansão. Essa colaboração agrega experiência de mercado, networking e conhecimento específico do setor, acelerando o desenvolvimento e aumentando as chances de sucesso das agritechs.
Com o suporte do Sebrae-PR e um ecossistema robusto, as agritechs do Paraná inovam e ampliam sua atuação no Brasil e no exterior. A combinação de tecnologia e inovação posiciona o estado como um polo de transformação do agronegócio, preparando suas startups para os desafios e oportunidades do futuro.

