Roberto Tibiriçá e seu impacto na música brasileira
O maestro Roberto Tibiriçá, referência no universo da música sinfônica, faleceu aos 72 anos, após enfrentar um câncer nos últimos dois anos. Como regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), posição que ocupava desde 2022, Tibiriçá deixou uma marca profunda na trajetória da orquestra e na cultura regional.
Durante seu comando, Tibiriçá esteve à frente de projetos que ampliaram o alcance da música de concerto, levando a OSP a se apresentar em diversas cidades do Paraná e em outros estados. Em um dos momentos mais emblemáticos, em maio de 2025, liderou a execução da Sinfonia nº 2, “Ressurreição”, de Gustav Mahler, reunindo mais de 200 músicos e coralistas no Guairão, em celebração aos 40 anos da orquestra.
Compromisso e dedicação até o último concerto
Mesmo enfrentando os desafios da doença, Tibiriçá manteve sua dedicação plena à orquestra. Em 2025, conduziu apresentações no Festival de Inverno de Campos do Jordão, na Sala São Paulo e na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte. Também participou do projeto Mostly Mozart, com concertos gratuitos no Museu Oscar Niemeyer, e esteve envolvido na modernização da orquestra, auxiliando na aquisição de novos instrumentos.
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Fonte: aquidesalvador.com.br
Sua última apresentação no Teatro Guaíra foi em 12 de julho, durante uma homenagem à pianista Analaura de Souza Pinto, uma das fundadoras da OSP. Quatro dias depois, em 16 de julho, regia a orquestra em Londrina, no projeto Guaíra para Todos, durante o 46º Festival Internacional de Música de Londrina, marcando sua despedida pública.
Legado reconhecido pelo Centro Cultural Teatro Guaíra
Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, ressaltou a importância do maestro para a orquestra e para a música no Paraná. Ele lembrou que Tibiriçá acreditava na força transformadora da música e manteve seu compromisso com músicos e público até o fim, mesmo diante das adversidades.
Uma carreira marcada pela excelência e reconhecimento
Natural de São Paulo, Tibiriçá foi discípulo de grandes nomes da música, como Guiomar Novaes, Magda Tagliaferro e Eleazar de Carvalho, com quem trabalhou por 18 anos. Venceu duas vezes consecutivas o Concurso para Jovens Regentes da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e dirigiu importantes instituições como a Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Petrobras Sinfônica e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, entre outras.
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Fonte: joinews.com.br
Além de regente, ocupava a Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música e era membro honorário da Academia Nacional de Música. Em 2024, conquistou o título de Notório Saber da Universidade Federal de Minas Gerais, tornando-se Doutor em Música. Sua trajetória foi reconhecida com prêmios como o Carlos Gomes de Melhor Regente Sinfônico, o APCA de Melhor Regente e a Ordem do Ipiranga.

