Desafio e resposta no Tour de France
Tadej Pogačar segue consolidando sua trajetória de sucesso no Tour de France 2026, com mais uma vitória marcada em Le Lioran, sua terceira etapa conquistada na prova. Entretanto, o domínio do esloveno tem gerado reações mistas entre o público, incluindo vaias de parte da torcida. Apesar disso, o ciclista mantém a postura firme e afirma que essas manifestações servem como combustível para sua performance.
O impacto das vaias e o ambiente no pelotão
Logo após cruzar a linha de chegada, Pogačar agradeceu aos fãs presentes e reconheceu as vaias que recebeu durante a prova. “Quero agradecer a todos os fãs que estiveram hoje na estrada. O ambiente foi incrível, embora houvesse algumas vaias. A todos que me vaiaram, digo que nos dão ainda mais força. Obrigado, obrigado”, declarou o líder da competição.
O atual campeão tem sido admirado por sua forma agressiva de correr e pela proximidade com o público ao longo dos anos. No entanto, o controle quase absoluto do UAE Team Emirates-XRG na prova tem gerado certo desgaste na recepção de parte dos seguidores, especialmente em momentos como a décima etapa, no Dia da Bastilha, quando a equipe anulou as tentativas de fuga para garantir o ataque decisivo de Pogačar.
Superioridade e reação da torcida
Apenas a 15,5 quilômetros do fim, Pogačar acelerou e deixou os rivais para trás, ampliando sua vantagem para 3 minutos e 36 segundos sobre Jonas Vingegaard na classificação geral. Essa superioridade tem causado uma divisão entre os fãs, com uma parcela demonstrando menos entusiasmo e expressando isso com vaias.
Na coletiva pós-etapa, o ciclista abordou diretamente o tema. “Está claro que tenho pessoas que me odeiam e os que me odeiam vão continuar odiando. Sempre acontece. No ciclismo isso ocorre muito menos do que em esportes como o tênis ou o futebol, onde a rivalidade entre os fãs é muito maior”, explicou.
Gestão da pressão e inspiração em outros esportes
Pogačar destacou que o ciclismo ainda mantém um ambiente mais respeitoso, com a maioria dos torcedores apoiando diversos corredores. “99% das pessoas torcem por todos os corredores. Você vê famílias em que um usa uma camisa da Visma, outro da Groupama e outro da UAE. Cada um tem seu favorito e isso é bonito.”
Para lidar com as vaias e a pressão, o esloveno citou o tenista Novak Djokovic, que durante sua carreira também enfrentou rejeição de parte do público, apesar de seu sucesso. “Sempre penso em Novak Djokovic e na mentalidade tão incrível que ele tem. Acho que ele teve uma das carreiras mais difíceis nesse sentido, recebendo muitas vaias e um ódio desnecessário sendo um dos maiores.”
Motivação extra para continuar dominando
Sem demonstrar incômodo, Pogačar reforçou que as vaias acabam servindo como um estímulo para ele e para sua equipe. “Os fãs de ciclismo são os melhores entre todos os esportes e devemos ser gratos. E aos que vaiam, só posso dizer que nos dão um impulso extra. O único que fazem é jogar mais lenha na fogueira.”

