Receita milionária com o acesso à Série B
O acesso do Maringá FC à Série B do Campeonato Brasileiro promete transformar a realidade financeira do clube. A segunda divisão nacional oferece uma distribuição de cotas de direitos de transmissão significativamente maior, o que deve elevar consideravelmente as receitas do time. Para 2027, as projeções indicam que os clubes filiados à liga Futebol Forte União (FFU) poderão receber em torno de R$ 24 milhões cada, segundo dados internos do Condomínio Forte União (CFU) obtidos pelo jornal Estadão.
Esse valor representa um recorde histórico, com um crescimento de 54,8% em relação ao montante distribuído na temporada atual, quando os clubes vinculados à FFU receberam aproximadamente R$ 15,5 milhões.
Possibilidades de filiação e modelos de negócio
Vale destacar que o Maringá FC não está atualmente filiado a nenhuma liga e ainda não definiu sua possível associação à FFU. Há também a possibilidade de se unir à liga Libra ou mesmo negociar contratos de direitos de transmissão diretamente com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), independentemente de filiação. Apesar dessas variações, os valores previstos para os repasses são próximos, tornando as projeções baseadas na FFU uma referência válida para o clube.
Impacto financeiro para o Maringá FC
Em 2026, o Maringá FC recebeu cerca de R$ 1,9 milhão em contratos de direitos de transmissão pela Série C, conforme revelou o presidente João Vitor Mazzer em entrevista à CBN Maringá Esportes. Desse total, R$ 1,5 milhão correspondem à primeira fase da competição, enquanto R$ 350 mil foram conquistados com a classificação para a segunda fase.
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Com a ascensão à Série B, o clube pode registrar um aumento de até 1.163,16% nas receitas, caso as projeções de repasses se concretizem e dependendo do modelo de negócio adotado. Se os valores permanecerem no patamar de R$ 15,5 milhões, como em 2026, o crescimento ainda será expressivo, alcançando 715,79%.
O presidente Mazzer destaca que esse incremento financeiro permitirá investimentos mais robustos, como a contratação de atletas de maior nível, aumento da folha salarial para jogadores e comissão técnica, além de fortalecer a marca do clube e melhorar sua capacidade de negociação no mercado.
Divisão dos repasses e cenário das ligas
Conforme divulgado pelo Estadão, a FFU destinará 15% das receitas de direitos de transmissão para os clubes da Série B, dividindo o montante entre as Séries A e B. O valor exato para cada equipe dependerá da quantidade de representantes da liga nas duas divisões em 2027, podendo variar entre R$ 22 milhões e R$ 24 milhões, o que corresponde a uma alta de 41,9% a 54,8% em relação a 2026.
O crescimento das cotas para a próxima temporada supera os aumentos dos últimos anos, que passaram de R$ 10 milhões em 2024 para R$ 14 milhões em 2025 e R$ 15,5 milhões em 2026.
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Distribuição dos clubes entre as ligas
Na Série B de 2026, apenas dois clubes não fazem parte da FFU: Náutico e São Bernardo. Ambos subiram no ano anterior e negociaram seus direitos de transmissão diretamente com o Grupo Globo, em acordos intermediados pela CBF, recebendo cerca de R$ 14,9 milhões líquidos cada.
Das equipes que conquistaram o acesso nesta temporada, nenhuma está vinculada à FFU. A Ferroviária é filiada à Libra, enquanto Inter de Limeira, Maringá FC e Santa Cruz ainda não possuem filiação a nenhuma liga.
Por outro lado, clubes como Ponte Preta e América-MG, rebaixados para a Série C em 2027, permanecem na FFU.
Próximos passos para o Maringá FC
Além do impacto financeiro, o Maringá FC também vive um momento esportivo importante. O clube está na final da Série C, o que reforça sua ascensão no cenário nacional e aumenta a expectativa para a próxima temporada na Série B. A definição sobre filiação e estratégias para contratos de transmissão deve ser decisiva para consolidar a nova fase financeira e esportiva da equipe.

