Inovação e Tecnologia na Educação
Com o crescimento acelerado das tecnologias digitais, especialmente no contexto da Inteligência Artificial (IA), o governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria da Educação (Seduc), anunciou a nova Política de Tecnologia para a Rede Estadual. O evento de lançamento aconteceu nesta quinta-feira (26/3) no Innovation Stage do South Summit Brazil, evento que é correalizado pelo governo estadual.
O governador Eduardo Leite destacou a importância de uma inovação que priorize as pessoas, reafirmando o compromisso do governo com a educação de qualidade. O painel contou com a participação da secretária da Educação, Raquel Teixeira, da CEO da MegaEdu, Cristieni Castilhos, e da Diretora-Presidente da Fundação Telefônica Vivo, Lia Glaz, que discutiram o papel da tecnologia na educação.
Estratégias para um Digital Responsável
No encontro, foram abordadas as diretrizes que as escolas estaduais devem adotar para explorar as oportunidades do ambiente digital de maneira ética e responsável. A nova política estabelece três pilares fundamentais: aprendizagem, infraestrutura e conectividade, e sistemas de informação e gestão.
O objetivo é integrar a tecnologia ao currículo escolar e às práticas pedagógicas de forma consciente, incluindo a proteção de dados e o uso seguro da IA nas salas de aula. Além disso, a política prevê a formação continuada de profissionais da educação, a promoção de uma cultura de dados e a digitalização de processos, ajustando-se às particularidades de cada instituição, considerando as realidades locais.
Capacitação e Domínio das Tecnologias
Durante sua apresentação, a secretária Raquel Teixeira enfatizou que a proposta vai além da simples disponibilização de equipamentos. “Os desafios atuais exigem que nossos alunos tenham um domínio amplo das tecnologias existentes. Precisamos formar mentes criativas e preparadas para a colaboração e resolução de problemas”, afirmou Raquel, ressaltando que a infraestrutura e a base legal já estão em vigor.
A proposta busca construir uma rede de escolas inclusivas e conectadas, onde a tecnologia é vista como uma ferramenta de potencialização do aprendizado.
Impacto da Conectividade na Educação e Economia
A CEO da MegaEdu, Cristieni Castilhos, destacou que o Rio Grande do Sul foi o estado que mais investiu em equipamentos tecnológicos no último ano, conforme dados do Censo Escolar 2025. Esse investimento demonstra o comprometimento do governo em universalizar a conectividade nas escolas, o que, segundo Cristieni, tem um impacto econômico significativo: “Estudos comprovam que cada aumento de 10% na conectividade escolar pode resultar em um crescimento de até 3% no PIB de um país”, explicou.
A nova política também tem como meta reduzir as desigualdades no acesso ao mundo digital, possibilitando que todos os estudantes se sintam protagonistas de suas aprendizagens. “É fundamental que um aluno não precise esperar até o ensino médio para ter acesso a um computador e aprender programação”, defendeu Cristieni.
Integração e Futuro da Educação
Lia Glaz, da Fundação Telefônica Vivo, apontou a força da nova política na integração de diferentes componentes da educação, que historicamente foram tratados de forma isolada. “A proposta apresentada conecta o acesso à internet e aos dispositivos ao direito do estudante de aprender em um futuro que já se faz presente”, destacou.
A implementação dessa política se insere em um contexto de melhorias na conectividade das escolas estaduais, que já conta com 600 instituições equipadas com Wi-Fi de alta velocidade, com planos de expansão para 900 escolas no primeiro semestre de 2026.
Distribuição de Equipamentos e Recursos
Desde o início do governo Leite, as escolas estaduais têm recebido Chromebooks, dispositivos portáteis projetados para acesso online de forma rápida. Com cerca de 291 mil unidades distribuídas, a média é de um computador para cada três alunos, ampliando as possibilidades pedagógicas através de ferramentas digitais, como vídeos, jogos interativos e pesquisas online. As escolas contam com contratos de Operação e Manutenção (O&M), além do suporte de 30 equipes de implementação para garantir a continuidade das atividades.

