Alunos de Goioerê Sob Suspeita de Fraude em Exame de Medicina
Cinco estudantes estão sendo investigados por suposta fraude na prova de Medicina, realizada no âmbito do programa Aprova Paraná Universidades, que teve sua edição 2025 marcada por irregularidades. Segundo informações da Polícia Civil do Paraná (PC-PR), o esquema criminoso se originou em uma escola de Tapejara, localizada a aproximadamente 62 km de Goioerê.
As aprovações obtidas de forma questionável foram registradas em instituições de renome, como a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Esse cenário acendeu um alerta entre as autoridades educacionais, levando à ação policial.
No dia 25 de outubro, a polícia cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Londrina e Maringá, situadas ao norte do estado, além de Tapejara e Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. A investigação teve início quando a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed) identificou indícios de fraude, acionando as autoridades.
De acordo com a polícia, todos os alunos suspeitos são oriundos de uma escola estadual de Tapejara. Durante a operação, a fiscalização da prova também foi alvo de investigações. A responsável pela aplicação do exame é suspeita de ter facilitado as irregularidades ou de ter se omitido durante a realização do teste.
A delegada Taís de Melo, que lidera a investigação, afirmou: “Realizamos buscas em oito endereços, onde sete dos alvos eram estudantes e um era a fiscal da prova. Após os mandados serem cumpridos, ouvimos os alunos, que confessaram ter utilizado celulares durante a prova. Inicialmente, essa conduta partiu dos próprios estudantes, mas seguimos apurando todos os detalhes do caso”.
A situação levanta questões importantes sobre a integridade das avaliações e a responsabilidade das instituições educacionais na supervisão e aplicação dos testes. A Polícia Civil continua a investigar o caso para esclarecer todos os aspectos da fraude e garantir a lisura do processo seletivo.
O caso em Goioerê reforça a necessidade de vigilância constante nas provas de seleção e a importância de medidas rigorosas para evitar fraudes, garantindo que a meritocracia e a ética sejam mantidas no acesso ao ensino superior.

