Ações e Investimentos em Infraestrutura Rodoviária
A EPR Paraná se prepara para implementar um sistema de cobrança tarifária em quatro pórticos localizados nas regiões Norte e Norte Pioneiro do estado. Essa iniciativa, anunciada em Jataizinho, Arapongas, Mandaguari e Presidente Castelo Branco, visa modernizar a cobrança através da tecnologia ‘free flow’. Com esse sistema, motoristas poderão passar pelos pedágios sem parar, já que a identificação será feita por meio da leitura da TAG ou da placa do veículo. A concessionária EPR Paraná, responsável pela gestão de 12 rodovias do Lote 4 das concessões rodoviárias, está à frente deste projeto.
Na última semana, o diretor-presidente do núcleo Paraná do Grupo EPR, Marcos Moreira, visitou Londrina para dialogar com lideranças de setores produtivos e representantes da sociedade civil. O encontro teve como objetivo apresentar os serviços da concessionária e ouvir as demandas da comunidade. Segundo Moreira, as rodovias sob a administração do Lote 4 estão passando por um processo de requalificação que inclui a implantação de sinalização, limpezas, roçagem e recuperação do pavimento e dos guarda-corpos.
Moreira explicou que esse ciclo de melhorias, que visa deixar as rodovias em condições adequadas, deve ser finalizado em até um ano. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) será responsável por realizar as análises necessárias. O Lote 4 abrange 628 km de rodovias federais e estaduais nas regiões Norte e Noroeste, incluindo trechos das BRs 272, 369 e 376, além das PRs 182, 272, 317, 323, 444, 862, 897 e 986.
Plano de Obras e Grandes Investimentos
Dentro do plano de obras da EPR Paraná, estão previstos investimentos significativos, como mais de 231 km de duplicações, 87 km de faixas adicionais, quatro correções de traçado, 39 novas passarelas, 178 pontos de ônibus, oito passagens para fauna e 15 barreiras acústicas, além da construção de viadutos e pontes. As chamadas “grandes obras”, conforme Moreira, iniciarão a partir do terceiro ano do contrato, que terá uma duração de 30 anos.
O diretor também assegurou que até o final do sexto ano do contrato, em 2032, o Contorno Norte de Londrina será entregue. O projeto terá início no entroncamento da PR-986 com a BR-369, em Cambé, atravessará Londrina e terminará em um entroncamento com a PR-862, em Ibiporã. A EPR Paraná está realizando estudos para definir o traçado oficial da obra, discutidos em reuniões recentes com a Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) e a Comissão de Desenvolvimento e Infraestrutura da região.
“O contrato prevê um estudo que orientará o contorno, levando em consideração tanto a expansão habitacional quanto industrial da região. O primeiro encontro teve como objetivo qualificar o traçado em diálogo com representantes da sociedade civil”, destacou Moreira.
Segurança nas Estradas
À frente de três ativos rodoviários estratégicos, incluindo a EPR Litoral Pioneiro e EPR Iguaçu, Moreira enfatiza a importância de reduzir a mortalidade e os acidentes nas rodovias. Esse desafio, segundo ele, requer um esforço conjunto dos motoristas, das forças de segurança, da imprensa e das concessionárias.
“Temos visto muitas colisões fatais, frequentemente envolvendo caminhões que batem nas traseiras de veículos. Especialistas apontam que isso está relacionado ao uso do celular ao volante. Nossa meta é ter 100% dos trechos do Lote 4 monitorados por câmeras, visando autuar motoristas que utilizam o celular e, assim, reduzir essa prática”, afirmou Moreira, destacando que as receitas advindas das multas serão destinadas ao Estado.
Controvérsias sobre o Sistema Free Flow
A EPR Iguaçu, que administra 662 km de rodovias nas regiões Oeste e Sudoeste, já iniciou a cobrança em pedágios de três praças desde fevereiro, utilizando o sistema free flow. Contudo, a proposta de cobrança integral gerou polêmica entre deputados estaduais, que pedem uma tarifação proporcional, conforme previsto em lei. Até o momento, a Justiça tem negado os pedidos para suspender a implementação do pedágio eletrônico no Lote 4.
Moreira esclareceu que a legislação atual não exige que a cobrança seja feita com base nos quilômetros rodados. “Embora alguns deputados afirmem que a lei exige isso, ela apenas permite estudos para uma futura cobrança quilométrica, que só será possível com a consolidação dos pórticos eletrônicos”, explicou. Assim, o atual sistema representa uma transição da cobrança física para uma solução mais moderna e eficientes.

