Cevada ganha terreno no Norte do Paraná
A cultura da cevada tem conquistado espaço no Norte do Paraná, apresentando-se como uma alternativa viável para diversificar as lavouras de inverno e ampliar a renda dos produtores rurais. Após resultados positivos em Mauá da Serra, a Integrada Cooperativa Agroindustrial lançou um projeto-piloto na Regional Arapongas, envolvendo propriedades em Arapongas e Rolândia, com uma área de 290 hectares.
O objetivo é avaliar o desempenho agronômico da cevada em uma região com características climáticas distintas daquelas onde o cereal é tradicionalmente cultivado no estado. A iniciativa não só oferece uma nova fonte de retorno financeiro, mas também contribui para a formação de palhada, rotação de culturas e diversificação das atividades agrícolas no período de inverno.
Produtores de Rolândia investem na cultura
Entre os participantes do projeto está a família Cocatto, de Rolândia, que tradicionalmente cultiva trigo e milho. Raul Cocatto e seus irmãos João Marcelo e Gilberto reservaram 32 hectares dos 560 hectares da propriedade para plantar cevada. Para Raul, o investimento permite testar uma nova opção produtiva, mantendo as culturas já consolidadas na fazenda.
“A cevada, além de proporcionar uma boa palhada, pode gerar retorno financeiro. É uma alternativa nova para a propriedade e acredito que terá sucesso”, diz o produtor. A lavoura apresenta desenvolvimento satisfatório, e a colheita está prevista para os próximos dias. Apesar de ainda estar se familiarizando com a cultura, Raul demonstra otimismo com os resultados até agora.
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O projeto foi recomendado pela equipe técnica da Integrada, que destaca a importância de diversificar para reduzir a dependência de uma única cultura no inverno.
Avaliação técnica e expectativas para o cultivo
Além da família Cocatto, os cooperados Alceu José Ambrosio e Mauro César Tribulato participam do projeto. O agrônomo Rodrigo Ambrosio, responsável pelo acompanhamento na Regional Arapongas, explica que a iniciativa utiliza a experiência da Integrada em Mauá da Serra, onde a cevada é cultivada há mais de três anos.
“Estamos buscando informações com a equipe de Mauá da Serra e, com base nos resultados obtidos, decidimos testar a cultura aqui”, afirma o agrônomo. O projeto inclui um ensaio de diferentes cultivares para identificar quais têm melhor adaptação e desempenho na região.
A expectativa inicial da cooperativa é atingir uma produtividade mínima de 62 sacas por hectare. Contudo, o resultado dependerá das condições climáticas durante o desenvolvimento e colheita das plantas. O inverno mais seco e o menor volume de chuva na época da colheita podem favorecer a qualidade dos grãos.
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Experiência consolidada em Mauá da Serra e perspectivas
O avanço da cevada em Mauá da Serra reforça o potencial da cultura no Paraná. O projeto começou em 2022, em parceria com a Cooperativa Agrária Agroindustrial, inicialmente em cinco hectares em Marilândia do Sul. Atualmente, o cultivo ocupa cerca de 5 mil hectares distribuídos entre 48 produtores.
Esse crescimento motivou a Integrada a expandir o cultivo para outras regiões, sobretudo para fortalecer o planejamento das lavouras de inverno.
Beneficiamento e comercialização da produção
Após a colheita, a cevada produzida na Regional Arapongas será entregue na unidade da Integrada em Mauá da Serra. Em seguida, os grãos seguirão para Guarapuava, onde passarão pelo beneficiamento na Cooperativa Agrária.
A estrutura comercial e industrial da cooperativa conecta a produção rural ao mercado consumidor, fator essencial para consolidar a cultura na nova região. Para a Integrada, o avanço da cevada representa uma estratégia importante para diversificar a produção e gerar valor para os cooperados.

