UEPG reforça vínculo entre universidade e comunidade na Feira de Cultura Científica
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) participou da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, realizada em Curitiba entre os dias 4 e 6 de novembro. O evento, organizado pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, tem o objetivo de incentivar a cultura científica e a prática da investigação desde os primeiros anos da Educação Básica. A feira aproxima estudantes, pesquisadores, universidades e a comunidade em geral, sendo promovida pela Secretaria Estadual de Educação (SEED) e pela Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).
Projetos práticos e interativos aproximam estudantes da ciência
Durante a feira, os alunos dos cursos de Engenharia Civil e Arquitetura da UEPG apresentaram uma atividade com óculos de realidade virtual, enquanto os estudantes de Nutrição realizaram demonstrações sobre informações nutricionais dos alimentos. As graduandas de Química desenvolveram experimentos físico-químicos que despertaram o interesse do público. A professora Luciana Costa, do Departamento de Química, destacou a importância dessas atividades para mostrar que a universidade é acessível e que as pesquisas precisam ser aplicadas e compartilhadas com a comunidade. Segundo ela, a feira fortalece os Clubes de Ciência na Rede Básica de Educação, que aproximam estudantes do Ensino Fundamental e Médio do conhecimento científico produzido nas universidades.
Química na prática: experimentos despertam curiosidade e desmistificam a disciplina
Luciana ressaltou que muitos não percebem a presença da química no cotidiano e que, frequentemente, há práticas perigosas envolvendo produtos químicos domésticos. A divulgação científica busca mostrar que a química está em tudo e não precisa ser vista como algo complexo ou negativo. As alunas de Química da UEPG trouxeram três experimentos para a feira, incluindo reações com permanganato de potássio e glicerina, que produzem fogo; a “água furiosa”, que muda de cor ao contato com o oxigênio; e o “camaleão químico”, que altera a coloração conforme é mexido. Esses experimentos atraíram tanto crianças quanto adultos, despertando o interesse pela disciplina.
Iniciação científica e extensão aproximam estudantes da pesquisa
A aluna Taís Novaki da Silva, licencianda em Química, compartilhou sua trajetória iniciada em um Clube de Ciências no Ensino Médio e a experiência enriquecedora na Iniciação Científica Júnior. Já na graduação, desenvolveu projetos apoiados por orientadores e apresentou resultados no Encontro Anual de Iniciação Científica (EAIC). Para Taís, a experiência foi fundamental para sua escolha e paixão pelo curso.
Leia também: Apucarana lidera com quase 20% dos classificados do Paraná na Olimpíada Brasileira de Ciência e Tecnologia
Leia também: Paraná Lidera a Olimpíada Brasileira de Inovação, Ciência e Tecnologia com Mais de 6 Mil Classificados
Nayara Aparecida de Lima, integrante do projeto de Extensão Divulga Ciência, explicou que a iniciativa promove comunicação científica nas redes sociais e em eventos como o Paraná Faz Ciência. Ela destacou a importância de desmistificar o conceito de química, mostrando que está presente em todos os processos do dia a dia.
Outra aluna, Elisa Frendine dos Santos, bacharelanda em Química, observou o encantamento dos alunos da rede básica com os experimentos. Ela ressaltou que muitas escolas não possuem laboratórios adequados, o que torna essas ações essenciais para despertar o interesse dos estudantes. Elisa também destacou a necessidade de promover referências femininas na ciência para inspirar meninas e adolescentes, ressaltando a presença significativa de professoras mulheres na UEPG e o ambiente acolhedor para a permanência feminina na área.
Clubes de Ciência: prática e curiosidade em foco
Bárbara Eugênio de Souza Carvalho, aluna do terceiro ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Regente Feijó, participa do clube Exploradores da Ciência, coordenado pelo professor Elias Costa, do Departamento de Química da UEPG. O grupo desenvolveu um projeto sobre aromaterapia e musicoterapia, com extração de óleos essenciais como eugenol do cravo e limoneno das cascas de limão. Os alunos aplicaram esses compostos na produção de perfumes e álcool em gel, mostrando a aplicação prática da química orgânica.
O professor Elias explicou que o foco do clube é preparar os estudantes com conteúdos das ciências da natureza, valorizando práticas e projetos que partem da curiosidade dos alunos. Ele ressaltou como as atividades práticas permitem que os estudantes vejam a ciência na prática, fortalecendo o aprendizado e a motivação.
Mais de mil trabalhos inscritos na feira reforçam a pesquisa escolar
Na edição da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência, foram inscritos 1.192 trabalhos, dos quais 688 foram selecionados para exposição presencial. Os projetos contemplam estudantes do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Profissional Técnica e Educação de Jovens e Adultos, avaliados nas categorias FECCI Kids, Júnior e Jovem.
As pesquisas abrangem áreas como Ciências da Saúde, Biológicas, Exatas, Humanas, Agrárias, Inovação Tecnológica e Robótica. A maioria dos trabalhos foi desenvolvida em clubes de ciências integrados à Rede Paraná Faz Ciência, iniciativa que estimula a investigação científica no ambiente escolar. A feira também contou com a participação de estudantes de escolas particulares, ampliando o alcance da cultura científica no Paraná.

