Exportações de Frango em Alta no Paraná
O Paraná alcançou a marca de 1,8 milhão de toneladas exportadas de carne de frango entre janeiro e setembro de 2026, registrando uma alta de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento expressivo também refletiu na receita cambial, que subiu 23,8%, totalizando US$ 3,39 bilhões, conforme dados do Boletim Conjuntural da Semana 45/2026 divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
O estado mantém a liderança nacional nas exportações deste produto, representando 41,8% do total brasileiro. No panorama nacional, o Brasil exportou 4,3 milhões de toneladas no acumulado até setembro, com crescimento de 14% sobre 2025 e faturamento de US$ 8,5 bilhões, avanço de 21,8%.
Desempenho das Proteínas Animais no Comércio Exterior
Carlos Hugo Godinho, engenheiro agrônomo do Deral, destaca que o setor de proteínas animais tem sido um dos principais motores do crescimento nas exportações brasileiras. Segundo ele, essa tendência é promissora para o Paraná e o Brasil, com potencial para estabelecer novos recordes na produção e nas vendas externas de carne de frango.
Exportações de Carne Suína e de Peru
As exportações brasileiras de carne suína somaram 1,16 milhão de toneladas entre janeiro e setembro, com alta de 6,5% em relação a 2025, gerando US$ 2,7 bilhões, um aumento de 1,4%. O Paraná, terceiro maior exportador nacional, enviou 186,3 mil toneladas, um crescimento de 7,7%, embora o faturamento tenha recuado 6%, ficando em US$ 417,7 milhões.
Já a carne de peru teve exportações brasileiras de 54.073 toneladas, com receita de US$ 219,398 milhões no mesmo período. O Paraná embarcou 10.887 toneladas, faturando US$ 50,749 milhões, frente a US$ 34,224 milhões e 10.949 toneladas em 2025. Em setembro, o volume exportado pelo estado caiu levemente para 1.573 toneladas, porém a receita aumentou 6%, passando de US$ 6,044 milhões para US$ 6,407 milhões.
Mercado de Ovinos e Safra de Verão
Em setembro, o preço do ovino vivo no Paraná chegou a R$ 18,25 por quilo, uma valorização de 6,73% em relação a agosto e superior aos R$ 14,90 registrados no mesmo mês do ano anterior. No varejo, o pernil com osso atingiu R$ 73,48 por quilo em outubro, refletindo valorização anual de 16,8%.
Quanto à safra de verão, o plantio da soja avançou e já cobre 71% dos mais de 5,7 milhões de hectares planejados. Atualmente, 85% das lavouras estão em boas condições, uma leve queda em comparação com os 88% da semana anterior. No feijão da primeira safra, o plantio deve ser concluído ainda em novembro, mas a umidade elevada, a baixa radiação solar e o aumento de doenças preocupam os produtores. Os preços ao produtor subiram 13% para o feijão preto e 5% para o feijão carioca em outubro.
Período de Defeso da Piracema
Desde 1º de novembro, o Paraná está em período de defeso da Piracema, que vai até 28 de fevereiro de 2027. A medida abrange as bacias dos rios Paraná e Iguaçu e visa preservar a reprodução natural dos peixes e a renovação dos estoques pesqueiros. A pesca de espécies como dourado, pintado, jaú e lambari está proibida, enquanto a tilápia segue liberada, mas sujeita a normas ambientais vigentes.

