Projeto Sólido e Estratégico do Maringá
O Maringá tem caminhado com passos firmes rumo a um objetivo ambicioso: garantir uma vaga na próxima edição da Série B do Campeonato Brasileiro. Tudo isso com base em um planejamento cuidadoso que vem rendendo frutos desde 2020, quando a equipe ainda disputava a segunda divisão do Campeonato Paranaense. Naquele ano, o clube conseguiu subir para a elite estadual e, em 2023, já sob a gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), participou pela primeira vez da Série D e da Copa do Brasil. Dois anos depois, o time alcançou a Série C e agora está a um passo de alcançar a Série B.
Este sábado (9), às 17h, será decisivo. O Dogão recebe o Floresta-CE no Estádio Willie Davids e pode confirmar o acesso mesmo com uma derrota por um gol de diferença. Esse avanço representa mais que uma conquista esportiva: é a consolidação de um projeto profissional que valoriza o planejamento a longo prazo, sem espaço para atalhos.
Governança Cooperativa e Investimento Regional
O Maringá adota uma estrutura diferenciada em sua SAF, que funciona como uma cooperativa. São 27 acionistas, todos empresários da região, que possuem no máximo 6% das ações cada um. Eles investiram cerca de R$ 30 milhões até o momento, apostando no desenvolvimento gradual do clube. O presidente João Victor Mazzer destaca que o planejamento financeiro é transparente e bem definido, com aportes previstos para garantir o pagamento das contas, como o déficit orçado em R$ 7 milhões para 2026.
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Apesar do interesse de outros grupos para aquisição do clube, a direção prioriza um negócio que contemple a longevidade e o crescimento sustentável do projeto. Mazzer ressalta que o clube está organizado para se tornar superavitário no futuro, mesmo reconhecendo que esse estágio ainda está distante.
Desempenho e Expectativas na Série B
Com o acesso assegurado, o Maringá pretende se firmar na Série B e ampliar suas fontes de receita, hoje dominadas por patrocínios. Em 2023, o clube arrecadou R$ 6,35 milhões com parceiros, número expressivo para uma equipe da Série C. Além disso, a revelação e venda de talentos, como o caso do meia Rômulo, ex-Athletico, contribuíram com R$ 9,6 milhões no ano anterior.
Participar da Série B significaria um salto financeiro significativo, com receitas que podem superar 14 vezes o valor recebido na Série C, que chegou a cerca de R$ 1,8 milhão na fase final. O planejamento para os primeiros anos na Série B é focado na permanência, com perspectiva de crescimento gradual e fortalecimento da base de torcedores por meio de planos de sócios e lojas oficiais.
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Fonte: belzontenews.com.br
“Quem sabe não chegamos a disputar uma Série A do Brasileirão a cada cinco anos? Sem dívidas, nosso dinheiro todo iria para o futebol. Nosso espelho é o Mirassol, o Criciúma, a Chapecoense. E Maringá tem uma população maior do que todos eles”, afirmou Mazzer, destacando a ambição realista do clube.
Resiliência e Trabalho no Dia a Dia
O presidente do Maringá, que lidera o clube há sete anos, destacou as dificuldades enfrentadas na Série C, especialmente ao competir com clubes de maior folha salarial, como a Ponte Preta. Em julho, durante uma sequência de oito jogos sem vitórias, Mazzer utilizou as redes sociais para tranquilizar a torcida e reafirmar o compromisso com um projeto que preza por governança, metas claras e responsabilidade.
Este sábado pode marcar um novo capítulo na história do Maringá, com a concretização de um objetivo que reflete anos de trabalho dedicado, investimentos regionais e uma gestão comprometida com o crescimento sustentável do futebol local.

