Limitação de estrangeiros divide opiniões entre dirigentes
O dono da SAF Londrina, Guilherme Bellintani, participou da reunião da CBF sobre as novas regras para o Campeonato Brasileiro e manifestou sua opinião crítica sobre a limitação do número de estrangeiros nas equipes. Segundo ele, essa medida é uma “decisão de cobertor curto” que não resolve todos os problemas do futebol nacional.
Bellintani destacou que a restrição pode abrir mais espaço para jogadores brasileiros, especialmente para os jovens, embora ainda haja dúvidas se isso acontecerá de fato. “Abre mais espaço para o jogador brasileiro e, teoricamente, há tendência de abrir mais espaço para o jogador jovem, vamos confirmar se isso vai acontecer ou não, tenho dúvidas”, afirmou.
Impactos na competitividade e economia da liga
Por outro lado, o dirigente ressaltou que a liga brasileira pode perder competitividade e força econômica com a medida. Ele lembrou o desempenho expressivo do futebol nacional nos últimos anos e alertou para a possibilidade de a competição perder seu poder na América do Sul. “A liga brasileira perde um pouco de competitividade como um todo, depois de performar muito bem nos últimos anos, com um poder mais absoluto na América do Sul. A tendência é que isso se perca um pouco também”, comentou Bellintani.
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Fonte: soudejuazeiro.com.br
Ele ainda afirmou que essa decisão foi amplamente debatida e reconheceu que os impactos negativos fazem parte do processo de mudança, mas que o objetivo é favorecer a formação de jogadores brasileiros.
Discussão sobre times B para incentivar jovens talentos
Outro tema abordado pelo dono da SAF Londrina foi a proposta para criação de times B pelos clubes brasileiros. Bellintani citou exemplos internacionais, como Barcelona B, Benfica B e Porto B, e defendeu que clubes das séries A, B e C possam ter equipes secundárias para disputar competições e dar mais oportunidades a jogadores jovens.
“A gente propôs que os clubes de Série A, de Série B, de Série C, qualquer que seja, possam ter um Clube B para disputar competições e, assim, dar espaço para jovens também jogarem”, destacou.
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Fonte: decaruaru.com.br
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Fonte: diretodorecife.com.br
Tempo de bola rolando aumenta e dinamiza partidas
O dirigente também elogiou as recentes medidas para aumentar o tempo de bola rolando nos jogos do Brasileiro, ressaltando que as ações anteriores já tiveram impacto imediato na dinâmica das partidas. Na Série A, o tempo médio de bola rolando subiu 4 minutos e 49 segundos, passando de 53 minutos e 54 segundos até a 22ª rodada para 58 minutos e 43 segundos entre a 23ª e 28ª rodada.
“Essas reuniões estão acontecendo uma vez por mês, e a reunião do mês passado foi exatamente essa que já gerou nos últimos 30 dias um resultado absurdo em termos de minutagem. O futebol brasileiro conseguiu com poucas decisões chegar no nível europeu em relação à bola rolando”, avaliou.
Bellintani ressaltou ainda a importância da medida para o torcedor, jogador e clubes, destacando que o aumento do tempo de jogo torna as partidas mais agradáveis e valoriza a competição nacional.

