Início vibrante no Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia
O Centro Cultural Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia, localizado no Flamengo, apresenta a partir de 28 de agosto uma programação inédita que celebra a diversidade cultural do Brasil. Com projetos artísticos selecionados pela chamada pública Brasilidades & Futuros, o equipamento reúne 30 iniciativas de 12 estados e cinco regiões, que transitam entre artes visuais, música e artes cênicas, promovendo uma circulação cultural significativa até abril de 2027.
A abertura será marcada por um evento dirigido por Batman Zavareze, que dará as boas-vindas ao público com duas exposições nas galerias 2 e 3. A mostra “Nhe´ẽ Se – Desejo de Fala”, da Bahia, traz obras de artistas indígenas contemporâneos de diversas etnias, incluindo Guaranis, Pankararus e Mura. Já a instalação multimídia “Imunidade”, do Paraná, criada por 15 mulheres-artistas, propõe uma reflexão sobre futuros possíveis, combinando performance vocal, paisagem sonora e narrativa visual interativa.
Festival Brasilidades & Futuros Música: um mosaico sonoro
Na mesma noite, o Festival Brasilidades & Futuros Música estreia com apresentações que destacam sonoridades regionais e experimentações inovadoras. O duo paraense Uaná System, formado por Waldo Squash e Luan Rodrigues, mistura carimbó, música eletrônica e tecnologia, criando um “carimbó digital” que dialoga com a cultura amazônica por meio de projeções etno-futuristas.
Logo após, o espetáculo cênico-musical “Donas do Baile” traz o #estudeofunk, coletivo da Baixada Fluminense composto por 22 mulheres que expressam a potência feminina no funk carioca. A proposta é apresentar o gênero como uma linguagem de reinvenção cultural e narrativas periféricas, por meio de música, dança e performance.
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Continuidade do festival e estreia das artes cênicas
No dia seguinte, 29 de agosto, o festival segue com a performance audiovisual “De Keke!” de Vhoor, que transforma o funk mineiro e a vivência periférica em uma experiência de videomapping ao vivo, explorando a convergência entre música eletrônica e tecnologia. Na mesma noite, o músico e pesquisador Sergio Krakowski apresenta “Boca do Tempo”, projeto solo que reinventa o pandeiro brasileiro como interface tecnológica, unindo maracatu, samba, choro e jazz contemporâneo em uma experiência imersiva de som e imagem.
A programação de artes cênicas começa na sexta-feira, 4 de setembro, com a peça “Mordida Exploratória”, do Grupo Armatrux, de Belo Horizonte. Com direção de Amora Tito, o espetáculo aborda consumo, memória e crise ambiental por meio de uma linguagem que mistura teatro, instalação visual e dramaturgia imagética. A temporada vai até 14 de setembro, com apresentações e uma oficina de dramaturgia.
Exposições e programação gratuita com foco em brasilidades
As exposições “Nhe´ẽ Se: Desejo de Fala” e “Imunidade” permanecem em cartaz até 11 de outubro, oferecendo ao público experiências sensoriais e interativas que conectam cosmologias indígenas e reflexões sobre território, resistência e futuros possíveis. A curadoria da mostra baiana é assinada por Sandra Benites, pesquisadora e doutoranda em Antropologia Social da etnia Guarani-Nhandeva (MS).
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Fonte: daquibahia.com.br
Todos os eventos são gratuitos, porém os ingressos para shows e espetáculos teatrais devem ser retirados pelo Sympla, sujeitos à lotação. A iniciativa é patrocinada pela Petrobras, por meio da Lei Rouanet do Ministério da Cultura, e busca promover novas vozes e experimentações artísticas que dialogam com a identidade e diversidade cultural brasileiras.
Petrobras Futuros: espaço para inovação e diálogo cultural
O Centro Cultural Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia se dedica a fomentar a arte contemporânea em suas múltiplas expressões, com ênfase na interseção entre tecnologia, saberes tradicionais e linguagens emergentes. Além das exposições e espetáculos, o espaço oferece oficinas, debates e atividades educativas que contribuem para o diálogo entre público e artistas.
Localizado na Rua Dois de Dezembro, 63, o centro conta com três galerias, teatro multiuso, bistrô e o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, que preserva a história das tecnologias de comunicação no Brasil. A programação que se inicia promete ampliar a circulação cultural e o acesso a produções artísticas que refletem a complexidade e riqueza das brasilidades contemporâneas.

