Rodrigo Possebon e o tricampeonato da Libertadores com Neymar
Rodrigo Possebon, executivo de futebol do Paraná Clube, reviveu momentos marcantes da sua trajetória como jogador ao lembrar do título da Copa Libertadores de 2011, conquistado pelo Santos com Neymar em destaque. Na ocasião, Possebon estava no elenco que dividiu o vestiário com o então camisa 11, reconhecido como principal estrela da campanha vitoriosa.
Neymar foi um dos grandes nomes daquela Libertadores, terminando o torneio como craque e vice-artilheiro, com seis gols, incluindo um decisivo na segunda partida da final contra o Peñarol. Essa conquista marcou a primeira internacional do atacante, que posteriormente ampliou seu currículo com títulos importantes no Barcelona, Paris Saint-Germain (PSG) e na seleção brasileira.
Reconhecimento ao talento e recuperação para a Copa do Mundo
Para Possebon, Neymar é um atleta completo, com qualidades técnicas, físicas e mentais que o colocam entre os maiores nomes do futebol brasileiro e mundial. “Tem um dom incrível, dribla, passa, além da bola parada, finalização e controle. Um fenômeno. O que fez naquele ano, assim como em outros momentos, foi realmente espetacular. O período dele no Santos foi divino”, ressaltou o dirigente em entrevista ao UmDois Esportes.
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Apesar de ter enfrentado dúvidas provocadas por uma lesão na panturrilha sofrida em maio de 2022, Neymar recuperou-se e está à disposição do técnico Carlo Ancelotti para o jogo decisivo da fase de grupos da Copa do Mundo contra a Escócia, marcado para esta quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília). Possebon defende a convocação do atacante e aposta na conquista do hexa pelo Brasil: “Tinha que ser convocado, e vamos torcer para trazer esse hexa para o Brasil”.
Carreira de Possebon na Libertadores e ambiente do Santos campeão
Na campanha do título, Possebon iniciou a Libertadores como titular e foi destaque na estreia contra o Deportivo Táchira, com atuação que lhe rendeu o posto de melhor em campo no empate sem gols. Ao longo do torneio, o Santos passou por mudanças no comando técnico: Adilson Batista deixou o clube, Marcelo Martelotte assumiu interinamente e Muricy Ramalho chegou para a fase de mata-mata.
Com a troca de treinadores, Possebon perdeu espaço na equipe, atuando como titular apenas mais uma vez e entrando no segundo tempo em outras três partidas. Mesmo assim, ele mantém lembranças positivas daquele período. “O Santos tinha jogadores de alto nível, parecido com o Manchester United. A passagem foi fantástica, conquistamos o Paulista e a Libertadores em 2011. O elenco era excelente, com nomes como Danilo, Alex Sandro, Arouca, Elano, Ganso e Neymar. Foi um ambiente leve, de muito aprendizado, e guardo recordações positivas até hoje”, concluiu.

