Crescimento do Transtorno do Espectro Autista: Múltiplas Explicações segundo Salomão Schwartzman
No último episódio do programa Roda Viva, exibido na segunda-feira (6), o neuropediatra José Salomão Schwartzman, uma das principais referências no assunto Transtorno do Espectro Autista (TEA) e distúrbios do desenvolvimento, abordou questões críticas como o aumento dos diagnósticos de autismo tanto no Brasil quanto no resto do mundo. Durante a conversa, Schwartzman destacou a importância do diagnóstico precoce e do suporte especializado, evidenciando a real necessidade de inclusão no país.
De acordo com o especialista, a estatística atual revela que uma em cada 31 crianças é diagnosticada com autismo. Isso levanta um questionamento importante: qual seria a explicação para esse aumento? “O crescimento exponencial do autismo não se deve a uma única causa, mas a várias explicações. Essa é uma discussão que frequentemente temos atualmente”, afirmou o neuropediatra. Ele também comentou sobre a flexibilidade dos protocolos atuais, que, segundo ele, não definem claramente suas propostas e carecem de marcadores biológicos eficazes.
A mesa de entrevistadores do programa foi composta por personalidades de diversas áreas. Entre eles, estavam Fernanda Brandalise, uma respeitada roteirista e dramaturga; Francisco Paiva Jr., que é o editor-chefe da Revista Autismo; e Gabriel Alves, diretor de redação da Revista Pesquisa Fapesp. Além deles, Luciana Viegas, uma mulher autista que fundou o Instituto Vidas Negras com Deficiência Importam; Silvia Ruiz, uma jornalista e mãe de uma criança atípica; e Willian Chimura, doutorando em psicologia pela UFMG, também fizeram parte da bancada. Os desenhos que acompanharam a discussão foram criados pelo cartunista Eduardo Baptistão.
A inclusão e o suporte a pessoas com autismo são essenciais para um desenvolvimento mais saudável e para a criação de uma sociedade mais justa e acolhedora. O programa Roda Viva, ao trazer esse tema à tona, contribui para um debate mais amplo sobre a condição e a necessidade de entender o autismo sob diferentes perspectivas. Essa é uma conversa que deve continuar, pois cada voz, cada experiência e cada informação podem fazer a diferença.

