Suspensão do Estado de Greve e Reivindicações Futuras
Na última quarta-feira (1º), os docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram suspender o estado de greve que mantinham há três semanas. A deliberação ocorreu durante uma assembleia, após a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovar um projeto de lei referente à data-base do funcionalismo estadual. Este projeto estabelece uma reposição salarial de 5% para cerca de 237 mil servidores, incluindo ativos e inativos do Estado.
Em uma entrevista concedida à TV UEL, a presidente do Sindiprol/Aduel, Lorena Ferreira Portes, destacou que, apesar da suspensão do movimento, a categoria permanece insatisfeita com o índice de reajuste oferecido pelo governo. Segundo ela, esse percentual está muito aquém das perdas salariais acumuladas, que passam de 50% ao longo dos últimos anos.
“Embora tenhamos suspendido a greve, não podemos esquecer que a luta por um reajuste justificado e pela equiparação do piso salarial da categoria ao piso da Educação Básica continua”, ressaltou Lorena. A líder sindical enfatizou a importância de se manter a mobilização, uma vez que os desafios enfrentados pelos professores vão além da mera reposição salarial.
A insatisfação entre os docentes, que se intensificou nos últimos anos devido a cortes orçamentários e a falta de investimentos significativos na educação, reflete a crescente preocupação com a qualidade do ensino e a valorização dos profissionais da área. A categoria está ciente de que a luta por melhores condições de trabalho e remuneração é um tema recorrente em todo o Brasil, e a situação da UEL não é uma exceção.
Os professores mantêm a esperança de que, com a continuidade da mobilização, o governo estadual possa reconsiderar sua posição e buscar alternativas que atendam às necessidades dos servidores da educação. A categoria acredita que a valorização dos educadores é fundamental para garantir uma educação pública de qualidade, que impacta diretamente na formação das futuras gerações.
Enquanto isso, a comunidade acadêmica e a sociedade civil são convidadas a se unir em apoio a essa causa, uma vez que a luta em defesa da educação é uma luta de todos. A experiência acumulada pelos docentes ao longo dos anos é um patrimônio que deve ser preservado e valorizado, a fim de construir um futuro melhor para todos os estudantes paranaenses.

