Inauguração do MUPA Londrina Marca um Novo Capítulo na Cultura Paranaense
Na noite da última quarta-feira, dia 1º, Londrina, localizada no Norte do Paraná, deu início a uma nova fase na cultura local com a inauguração do MUPA Londrina, o primeiro dos oito Museus Satélites criados pelo Governo do Estado. Esta ação, promovida pela Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), tem como propósito descentralizar o acesso a mais de 3 milhões de peças dos acervos culturais que, até então, estavam concentrados na capital, Curitiba. Essa é a primeira vez que museus estaduais são estabelecidos fora da capital, inaugurando uma nova era na gestão cultural do Paraná.
Nos próximos meses, a iniciativa proporá a abertura de outros sete satélites em diversas partes do estado, que atuarão como extensões permanentes dos equipamentos culturais existentes. Para a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, a inauguração representa a concretização da política de descentralização cultural. “Historicamente, todos os equipamentos culturais sob gestão do Estado estavam localizados em Curitiba. Com a abertura do MUPA em Londrina, damos o primeiro passo para uma democratização do acesso cultural, que é um dos nossos focos desde 2019”, ressaltou.
Reabertura do Museu de Arte de Londrina: Um Marco Cultural
A noite de quarta-feira também foi especial pela reabertura do Museu de Arte de Londrina, que ocupa o espaço da antiga rodoviária do município. O projeto arquitetônico é assinado por Vilanova Artigas e representa um ícone da arquitetura modernista no Brasil. “Tê-lo como o local do primeiro Museu Satélite é extremamente significativo. Revitalizar um espaço tão emblemático e dar a ele uma nova vida apenas reforça a importância da cultura na cidade”, afirmou a secretária.
O MUPA Londrina está localizado no andar superior do Museu de Arte de Londrina e, nesta fase inicial, apresenta a exposição “A Riqueza de um patrimônio em movimento: por dentro da vida e da coleção Vladimir Kozák”. Esta mostra exibe obras de um pesquisador tcheco que se radicou no Brasil.
A Coleção Vladimir Kozák, que conta com um acervo iconográfico, filmográfico e textual sobre Povos Indígenas Brasileiros, foi integrada ao Programa Memória do Mundo da UNESCO desde 2017, reconhecendo seu valor documental e artístico. A diretora do Museu Paranaense, Gabriela Bettega, ressaltou a conexão das peças com a identidade do museu. “A curadoria da exposição foi cuidadosamente planejada para refletir o DNA do Museu Paranaense, que sempre buscou expandir seus horizontes e dialogar com a diversidade cultural”.
Descentralização Cultural: Um Passo Adiante
O Museu Paranaense, o terceiro mais antigo do Brasil e o mais antigo do Paraná, espera que a exposição permaneça em Londrina por cerca de seis meses. Após esse período, um novo acervo de outro museu estadual será apresentado. O secretário municipal de Cultura, Marcão Kareca, destacou a importância dessa iniciativa: “Agora, é como se os museus estivessem viajando pelo estado, permitindo que as pessoas tenham acesso à cultura de forma mais próxima e acessível”.
O projeto dos Museus Satélites, parte da política de descentralização cultural do Governo do Paraná, propõe a instalação de oito unidades distintas em várias regiões do estado, com o objetivo de ampliar o acesso da população aos acervos dos museus estaduais. Além do MUPA Londrina, o Museu Paranaense terá um satélite em Pato Branco. O Museu de Arte Contemporânea do Paraná implantará unidades em Cascavel e Maringá, enquanto o Museu Casa Alfredo Andersen terá satélites em Ponta Grossa e Paranaguá. Por fim, o Museu da Imagem e do Som do Paraná estará presente em Guarapuava e Tunas do Paraná.

