Festival Boitatá: Cinema de Terror em Ação
O 2º Festival Boitatá – Festival Paranaense Itinerante de Cinema de Horror está prestes a cativar o público em quatro cidades do Paraná, trazendo uma programação gratuita que se estenderá de abril a maio. As cidades escolhidas para receber o festival são Cornélio Procópio, Campina Grande do Sul, Cianorte e Matinhos. Essa edição tem como objetivo não apenas exibir filmes, mas também promover oficinas, palestras e bate-papos com cineastas e pesquisadores do gênero, buscando ampliar o acesso ao cinema de terror no estado.
A cada município, o festival terá três dias repletos de atividades. A programação inclui mostras não competitivas de curtas e longas-metragens tanto nacionais quanto internacionais, além de sessões dedicadas a produções universitárias e uma mostra especial de curtas infantis. Um dos destaques será a exibição do clássico do horror brasileiro, “Mangue Negro” (2008), dirigido por Rodrigo Aragão. Entre os longas que estarão em cartaz, figuram títulos como “Aloha Malandro”, de Evandro Scorsin, “Dragkiller”, de Johnny Victor, “Tropical Sov”, assinado por Petter Baiestorf, e “Recanto dos Ribeiros”, dirigido por Murilo Bonini e Leonardo Kawaguchi.
A curadoria desta edição conta com a participação de cineastas renomados. Paulo Biscaia, que já dirigiu obras como “Virgens Acorrentadas” e “Nervo Craniano Zero”, e Petter Baiestorf, conhecido por “Fábulas Negras”, são alguns dos responsáveis pela seleção dos longas-metragens. A pesquisadora Yamine Evaristo, do site Longas Histórias, também integra a equipe de curadores, que promete trazer uma programação diversificada e de qualidade.
Destaques das Mostras e Oficinas
As mostras de curtas-metragens serão curadas por uma equipe de especialistas, incluindo Nelson Rocha Neto, escritor e pesquisador do gênero; Rodolfo Stancki, professor universitário e crítico de cinema; e Gabriela Larocca, historiadora e podcaster do site República do Medo. O diretor artístico Carlos Macagi também está à frente da seleção de obras e da promoção de discussões sobre o cinema de horror.
As oficinas prometem ser um atrativo à parte no festival. Magnum Borini, por exemplo, ministrará um curso sobre produção de filmes de baixo orçamento. Já Ales de Lara irá ensinar sobre maquiagem de efeitos especiais, enquanto Beatriz Saldanha abordará a presença de diretoras mulheres no cinema de horror. Tati Regis, por sua vez, comandará a oficina “Monstros, Raça e Memória: panoramas do horror negro no cinema”, acrescentando uma importante discussão sobre representatividade e diversidade no gênero.
Impulsionando a Cultura Local
O Festival Boitatá surge como uma iniciativa valiosa para fortalecer o circuito cultural fora dos grandes centros urbanos. A proposta é não só promover o cinema nacional, mas também estimular o surgimento de novos realizadores. Carlos Macagi, o diretor artístico do festival, destaca a importância de eventos como esse: “Festivais como o Boitatá são essenciais porque mostram que o horror vai além do mero entretenimento. É um gênero que dialoga com questões sociais, culturais e políticas. Além disso, levar essa programação para diferentes cidades é uma maneira de democratizar o acesso ao cinema e aproximar o público de produções que muitas vezes não chegam às salas comerciais”.
O 2º Festival Boitatá é realizado com o apoio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (Profice), da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, e também conta com a colaboração da Copel.
Informações sobre o Evento
Cornélio Procópio
Datas: 6 a 8 de abril
Local: Auditório da Uenp – Rodovia PR 160, KM 0 – Saída para Leópolis, s/n
Cianorte
Datas: 9 a 11 de abril
Local: Auditório do Campus da UEM – Av. Brasil, 2385 – Zona 01
Campina Grande do Sul
Datas: 23 a 25 de abril
Local: Teatro Municipal José Carlos Zanlorenzi – Avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, 975, Jardim Paulista
Matinhos
Datas: 14, 15 e 16 de maio
Local: Auditório Juliano Fumaneri Weiss – Campus UFPR Litoral – Rua Jaguariaíva, nº 512

